#15

1838 Palavras
Jonas narrando Nunca me senti tão desesperado quanto ontem quando recebi a ligação de Denis, corri o máximo que pude, mas quando ouvi o diagnóstico do médico eu paralisei. Não esperava por algo assim, um câncer? E logo na cabeça! Denis desabou e eu precisei ser forte por ele. -já liguei para o Jorge ele pediu pra você ficar tranquilo, e falar se precisar de qualquer coisa. Segurei forte sua mão, passando força. -obrigado pai Ele respondeu ainda de olhos fechados, ele estava desolado. -filho não fique assim, Ema é forte e vai sair dessa. Eu queria anima-lo mas a realidade era dura para todos nós. -20% pai 20% de chance é pouco demais Ele voltou a chorar no banco do carro deixando claro o seu total de desespero. -sua mãe só precisa de 1 % de chance. Disse olhando para a estrada -Para ela isso já é suficiente. Diminui a velocidade e olhei para o meu filho - Deus tá dando 20% é porque ela vai sair dessa sem sequelas ,confia meu filho. Ele respirou fundo e depois fomos o caminho até a casa dele em silêncio. Não pude deixá-lo sozinho ele não tinha condições de ficar só agora. Então liguei para Daisy expliquei a situação e disse que dormiria com o meu filho hoje e para minha total surpresa ela aceitou sem brigas e sem gritos, ela somente. -Sim, eu entendo. Cuida dele No primeiro momento eu fiquei aliviado mas logo depois eu me lembrei que Daisy nunca foi uma mulher de coração bom e ela aceitou rápido demais, isso significa que ela vai fazer algo. Preciso ficar atento aos próximos passos dela. Fiz um macarrão com sardinha rápido para nós Denis m*l mexeu na comida e logo foi se deitar, além do cansaço físico ele precisava de um tempo para digerir todas as informações do dia de hoje. Deitei no sofá e adormeci não tive coragem de deitar na cama de Ema não era certp e ela me mataria se descobrisse depois , pela manhã fomos até o hospital, deixei Denis entrar para conversar com ela e resolvi abastecer o carro no posto de gasolina na rua de trás E ali eu descobri que meu cartão havia sido bloqueado Daisy deu seu golpe nas primeiras horas da manhã, ela bloqueou minhas contas. Minha sorte que sempre ando com algum dinheiro na carteira e que eu havia pago o hospital ontem senão eu não teria como arcar com as despesas médicas de Ema e nem poderia pagar pela gasolina que já estava no meu carro, voltei ao hospital e ajudei a acomodar Ema no carro. Os levei para casa e o silêncio dentro do carro era ensurdecedor, nenhum de nós queria tocar no assunto e eu estava com a cabeça cheia, precisava mais do que nunca do dinheiro para ajudá-los no tratamento de Ema, eu os deixei em casa e fui confrontar Daisy. Cheguei lá e ela estava na mesa do café ainda de hobby com 2 bobs na franja e pela sua cara ela esperava por mim. -o que foi que você fez Daisy? A confrontei sem a menor cerimônia -bom dia para você também querido, você passa a noite fora e quando volta é rude dessa forma. Ela riu -O que foi, não teve dormiu bem? Ou sua manhã que não começou tão boa? Eu a olhava de braços cruzados, me controlando pra não explodir com ela preciso ser sábio se quiser ter acesso as minhas contas novamente. -Vamos não faça essa cara... sente e tome o café com a sua ESPOSA Ela disse pausadamente o esposa -já que você passou a noite com a sua EX MULHER E MAE DO SEU BASTARDO.. Ela respirou fundo se acalmando me lançou um sorriso de canto de boca que eu considero macabro e voltou a falar. -Sente-se e tome o desjejum com a sua MULHER, sua família de verdade. Me sentei mas não comi nada, não confio nela -Daisy fui abastecer meu carro e meu cartão está bloqueado. Porque fez isso? -Abasteceu o carro antes ou depois de pagar as despesas médicas daquela nordestina dos infernos? -Vai controlar todos os meus gastos agora? -Eu sei de tudo sobre você inclusive exames caros não é? Não respondi -Andei pesquisando já que tive muito tempo a noite.. Ela revirou os olhos -E vi que o câncer da nordestina é o tipo que mais mata no Brasil sabia? Ela fez cara de choro -triste não é? Perdi a paciência bati na mesa me colocando de pé -Chega sua i****a, libere o meu cartão imediatamente Não aguentei a ironia em sua voz minha vontade era socar sua cara até não sobrar nenhum dente em sua boca. -pra você gastar com a cancerosa? Não. Ela levou um pedaço de mamão a boca -hummm delicioso, você sabia que a quimioterapia tira o sabor das coisas? Ela me olhou com seu olhar presunçoso -tadinha da nordestina vai perder o cabelo e o paladar. Surtei. Avancei nela agarrando seu pescoço -sua v***a louca eu te mato desgraçada, eu acabo com a sua raça. Estapeei seu rosto algumas vezes antes que os seguranças viessem e me tirassem de cima dela, se eles não tivessem aparecido eu teria matado com minhas próprias mãos. -Covarde Ela gritou segurando o pescoço. -maldita, demonia, você é louca Daisy louca gritei descontrolado - você ainda não viu nada marido Ela me lançou um olhar psicopata -leve o daqui e deem uma lição nele mas antes...pegue o telefone dele. Ela ordenou e um dos seguranças o pegou no meu bolso e o entregou a ela. -eu vou precisar dele, você vai aprender do jeito mais difícil Jonas que nunca em hipótese alguma deve-se desafiar um Hoffmann. Fui arrastado porta a fora e jogado em um dos muitos que temos na mansão, fui surrado por uma hora ou mais, apanhei tanto que perdi a noção do tempo . Me deixaram jogado no chão eles judiaram bastante de mim, apaguei. Acordei e estava em uma poça do meu próprio sangue e do meu próprio mijo, horas se passaram e eu estava trancado naquele quarto. Já era noite quando Daisy resolveu aparecer. -está mais calmo docinho? Eu olhei sem acreditar que de fato ela mandou me surrar hein, quem era essa mulher que eu estava casado há mais de 20 anos? Eu não a reconhecia mais, aquilo não podia ser amor Aquilo era uma obsessão, eu virei um desafio para Daisy. Nossa relacionamento era baseado em tudo menos amor. - Não se preocupe já avisei ao bastardinho que você precisou fazer uma viagem de última hora, e que vai ficar uns dias fora da cidade. ela fingiu lixar as unhas - mas como eu sou uma pessoa muito boa e tenho um coração muito bom, eu comprei os remédios e mandei entregar lá na casa da nordestina. Ela falou baixo como se fosse um segredo. - mandei entregar no seu nome rsr para não dizer que eu não me preocupo com você ou com a mulher que você ama não é mesmo Jonas, não é ela quem você ama? Ela cruzou os braços e me encarava com ódio no olhar . -não é ela a mulher da sua vida? Eu não respondi -pois bem saiba que a vida da mulher que você tanto diz amar está nas suas mãos. Ela caminhou se aproximando mais de mim, mas era visível que ela estava com medo. Afinal nesses 20 tantos anos juntos eu nunca levantei a mão para Daisy. -para que ela receba o tratamento adequado e viva vai depender exclusivamente de você. Eu olhei com o olho que ainda estava abrindo mais ou menos. - o que você quer dizer com isso? Ela se achegou até mim, pegou em cima do cômodo uma gaze e um soro fisiológico, que eu nem sei que horas colocaram ali. E começou a limpar o meu rosto - eu tenho uma proposta para te fazer - Que proposta? Perguntei sem cerimônia -Eu quero Denis no meu catálogo feminino. Ela soltou a bomba a queima roupas, ela não podia tá falando sério. Ela queria que o meu filho se prostitui? -Você enlouqueceu? Perguntei a ela fazendo uma força surreal. Já que todo o meu corpo doía até para respirar doía. Ela riu de forma sarcástica - Eu Sempre fui louca e você só descobriu isso agora? você está propondo prostituir o meu filho? -Eu estou propondo salvar a vida da mulher que você ama. Ela diz com despeito - você não pode estar falando sério. eu a olhava incrédulo - eu nunca falei tão sério em toda minha vida. - eu nunca vou concordar com isso, desista. Fui bem franco - tudo bem... mas então acho melhor você se recuperar o mais rápido e ia aoencontro da sua amada . Ela estava com as pupilas dilatada -ela não vai durar nem 30 dias ela se levantou e caminhou sentido a porta eu senti que ela não estava blefando. Daisy espere - ela se virou para mim com olhar de Vitória -o que você quer dizer com... ela não vai durar 30 dias? ela voltou caminhando para mim confiante olhando no fundo dos meus olhos. - simples amorzinho se o Denis não aceitar minha proposta eu mando matar a mãe dele no hospital. Tentei arregalar os olhos mas estavam muito inchados por conta da surra. -aí fica tranquilo eu farei parecer que a doença a venceu. Ela teria coragem de fazer isso? Pensei -ela teria dinheiro para fazer isso? Sim -ela também teria teria motivos para fazer isso? Sim o fato de eu nunca ter esquecido Ema é motivo suficiente para fazer com que a doida tá Daisy, -voce não seria capaz falei Tentando ganhar tempo eu sei que ela seria capaz. - Ah meu querido eu não só seria capaz como eu sentiria um prazer enorme e mandar matar aquela nordestina maldita . Elaa riu de forma histérica e louca -ela sempre amaldiçoou meu dinheiro dizendo que o meu dinheiro comprava tudo que era dela, pois bem o meu dinheiro vai comprar a vida dela. - eu vou mandar matar lá Com muito gosto e só para você saber, eu já conversei com o melhor especialista que o médico indicou. Elá tirou um cartão do bolso do seu Hobby. - falei para ele Quao importante Ema é para nós e para nossa família. Ela já estava no mais alto grau de doideira. -Mas você sabe né meu amor o dinheiro compra tudo . ela me olhou com ironia -ele comprou até você. ela caminhou rindo novamente até a porta e antes de sair disse mas calma . -descansa você tem exatamente 7 dias para pensar no que fazer, depois disso você vai ter voltado de viagem. Ela fez aspas com as mãos -e vai procurar o seu filhinho e sugerir que ele precisa de uma renda extra, para ajudar no tratamento da mãe. Boa viagem marido. Ela saiu rindo e bateu a porta e agora o que que eu faço?
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR