A única pessoa que poderia estragar aquela noite era eu — ou melhor, os meus medos. Mesmo com a possibilidade real de alguém revelar a verdade para Omar, eu precisava acreditar, agir e pensar que isso não aconteceria. Já bastava o peso desse segredo na minha vida. Essa sensação sufocante de que sempre haverá alguém à espreita, prestes a esmagar a minha felicidade. Talvez eu carregue esse fardo para sempre, mas hoje… hoje não. Omar havia falado para todos sobre a nossa relação. Uma relação que, para mim, ainda parecia indefinida, quase irreal, e que ele agora declarava em voz alta como se fosse algo sólido, inquestionável. Foi surpreendente. Não apenas para mim, mas para todos. E, claro, havia aqueles que não gostaram nem um pouco. Marcos, por exemplo. O tio de Omar. Eu já o tinha visto a

