Diário de Teresa Plath - 12/09/2019 - Ainda em condição de boneca de ventríloquo Quando eu esqueço de mim O outro se torna tudo Então não sobra nada para mim Quando eu esqueço de mim Fico perdida num espaço qualquer Num lugar vazio distante Então ninguém lembra de mim Quando eu esqueço de mim Meu olhar está voltado a tudo: pessoas, coisas e lugares. Passado e futuro. Nunca presente. Palavras e impressões. Sentimentos fugazes. Menos para mim Então ninguém me nota Quando eu esqueço de mim Entro no piloto automático Sou dirigida por algo, por outrem, por nada, pelo além, pelo incompreensível Menos por mim Então fico fora de controle Quando esqueço de mim Há lugar para todos, há pensamentos dedicados a cada nuance... daquilo que não sou eu, tampouco me perte

