uɱɑ ɳѳitɛ ɛɳtʀɛ ɦɛʀóiร

2287 Palavras
໐Ş dias passavam e o amor entre os dois só aumentava, assim como sua i********e e felicidade, ambos tendo praticamente uma vida a dois, ela ficando muito m*l acostumada, só dormindo com o cafuné e o perfume de seu gatinho. Uma semana depois da promessa feita por ele, ela entrou apressada na sala, querendo como sempre ser a primeira a entrar, podendo assim ter a chance de ver as surpresas que ele deixava em sua mesa, sem ter que dar explicações às suas amigas. Naquele dia não seria diferente, como todos os outros, havia uma bela rosa e um bilhete, muito mais curto dessa vez, com apenas quatro palavras. "Esteja pronta às 20:00 h." Uma pequena pata como assinatura, mesmo não sendo necessária para saber de quem era. Como todas as outras vezes, sentiu seu coração ficar quentinho pela preocupação que ele tinha de sempre lhe dar um "bom dia", mesmo que não fosse pessoalmente. O resto da manhã é da tarde passaram como um sopro, ela fazendo tudo o mais rápido possível para estar livre e com tempo bastante para se arrumar, o coração falhando uma batida cada vez que a ansiedade pelo encontro lhe acometia. Como ele não havia dado nenhum detalhe sobre onde ou como seria aquele encontro, ela preferiu não arriscar a ficar resfriada, optou por uma calça jeans, uma camiseta rosa que ela amarrou na cintura e um cardigan preto comprido mas bem leve que ela mesma havia tricotando. Prendeu os cabelos no alto da cabeça e fez uma maquiagem bem leve, não saber para onde iriam talvez a deixasse mais nervosa do que saber que iria sair com seu gatinho, imaginava que ele a levaria para o torre, para passarem um tempo a sós, mas vindo daquele gato sem vergonha, qualquer coisa podia rolar. As horas pareciam se arrastar, ela não conseguia se conter de tanta ansiedade, naquele momento os ponteiros do relógio pareciam ter parado, Tikki ria de sua impaciência, mas nada podia fazer, nem mesmo ficar tão perto, mais pelo medo de que ele chegasse e a visse ali Na primeira badalada do relógio seu desespero aumentou, não coseguia ficar parada. Na segunda, seu coração parecia que iria sair pela boca, tamanho seu nervosismo. Na terceira, seu pé batia bem forte no chão, um misto de angústia e desespero. Na quarta, ela já quase havia desistido e pensava em se deitar, sem ao menos tirar a roupa. Na quinta um barulho na janela chamou sua atenção e a fez pular da cama mas, o que viu, a assustou levemente e a fez ficar desconfiada. A figura que ali estava, não era seu gatinho, ao menos não aparentava ser ele, era uma figura com um grande moletom preto com capuz, ela até recuou um pouco ao vê-lo, acertando um belo tapa em seu rosto quando ele tentou se aproximar. Chat- c*****o baixinha, você tem a mão muito pesada!- reclamou com a garra onde ela lhe acertara. Marinette- Cha-Chat?! Aquela voz...podia mesmo ser ele? Chat- Quem mais entraria em seu quarto, pela janela, a essa hora? Será que eu preciso ter ciúmes?- perguntou puxando-a de encontro ao seu corpo. Marinette- Talvez...quem sabe eu tenha alguém para me fazer companhia quando você não vem...- espalmou as mãos em seu peito, deixando os lábios serem tomados de forma carinhosa- O que é tudo isso?- perguntou apontando para as roupas que certamente cobriam seu uniforme. Chat- Um jeito que encontrei para termos uma noite um pouco diferente. Marinette- Algum fetiche? Chat- Nada tão...quente mon amour, mas algo que vai dar prazer a nós dois. Marinette- Huumm... Chat- Venha, quero te levar a um lugar- falou estendendo a mão para que saíssem até a varanda- Feche os olhos, será uma surpresa. Ele a pegou no colo com todo carinho e cuidado, ela envolvendo seu pescoço com os braços e a cabeça apoiada em seu peito antes de fechar os olhos, aspirando aquele perfume que ela tanto amava, não sentia frio com o vento da noite pois o calor que ele emanava a aquecia grandemente. A viagem demorou pouco tempo, mas ela não conseguia ter exata noção do quanto nem de onde estariam, apenas ouvia diversas vozes e uma música ao fundo, com um aroma adocicado no ar, além do cheiro de pipoca. Ele a colocou com cuidado e carinho no chão, vendo-a se admirar de toda aquela atmosfera que os envolvia antes de virá-la e colocar as garras em seus ombros. Chat- Pode abrir, princesa- sussurrou em seu ouvido, a proximidade fazendo-a se arrepiar. Ela abriu os olhos devagar, ficando sem palavras ao ver onde estavam, seus olhos não acreditando no que viam, só poderia estar sonhando... Marinette- Um...parque de diversões?! Chat- Gostou da surpresa?- não precisava realmente de uma resposta, o brilho em seus olhos já dizia tudo. Marinette- Eu...nem...sei o que dizer... Chat- Prometi que teríamos uma vida juntos fora do quarto. Agora vem, não temos tempo a perder. Ela segurou a garra estendida, sendo praticamente arrastada para dentro da multidão, ela encantada com tudo o que via. O primeiro lugar onde pararam foi na barraca de guloseimas, onde ele comprou um algodão-doce gigantesco para ambos e continuaram andando, ela se sentia em êxtase ao vê-lo feliz como uma criança, ou quem sabe até mais. Os primeiros brinquedos foram até considerados tranquilos, a montanha-russa sendo o auge, onde ele segurara sua mão, sem medo, mas empolgado com a adrenalina que aquilo os fizera sentir, ela sorria e se sentia bem por ver a felicidade estampada naquelas esmeraldas que tanto amava. O passeio estava perfeito, com ele saltitando como uma criança vendo tudo aquilo pela primeira vez, era doloroso saber que um pai poderia fazer isso a um filho, não acreditava que um pai, além de Gabriel Agreste, tivesse a coragem daquilo, mas não falava nada, apenas segurava sua garra como que lhe dando apoio, mostrando que estava ali, para o que precisasse, ou se surtasse. Eles riam e se divertiam muito, ele muito mais que ela, sem sombra de dúvidas, os braços fortes já estavam carregados de sacolas recheadas dos brindes que ele fizera questão de ganhar para ela, com certeza já tendo gasto uma pequena fortuna com tudo aquilo, mas como antes, apenas o observava, sem estragar seu momento. Eles paravam em todas as barracas de comidas e brincadeiras, ela estranhando o fato de ninguém ter percebido que aquele era o grande herói de Paris, o mais amado pelas garotas como ele mesmo fazia questão de lembrar quando ela vestia um uniforme junto a ele, mas ele não dava bola para os olhares que recebiam, ele só tinha olhos para ela e ela se sentia bem com isso, feliz por ser ELA a receber toda a atenção daquele gatinho sem juízo. Era tudo tão mágico e divertido que não parava de sorrir um só momento, registrando tudo que podia com seu celular, momentos como quando pararam para comer uma maçã do amor, em que ele, todo romântico, a segurava para morderem juntos, mas a enganava diversas vezes para lhe roubar pequenos beijos, ou quando ele procurava jeito de fazê-la sorrir, como quando a pegou e começou a carregá-la nas costas, como se fosse uma criança, tratando-a com tanto carinho, tanto amor que a emocionava... Comeram tanto que ela já não aguentava, apenas beliscando para lhe fazer companhia, enquanto ele comia tudo que podia com se nunca tivesse provado nada daquilo. Marinette- Pra onde vai tanta comida? Chat- Faço muitos exercícios... Marinette- Vai engordar desse jeito e eu nao vou cuidar de um gato gordo...- falou revirando os olhos e segurando a risada. Chat- Não se preocupe, se eu engordar você me ajuda a...queimar algumas calorias...- falou piscando um olho com aquele jeito sacana que só ele sabia... Marinette- Tarado!- censurou-o com um belo tapa em seu braço quando entendeu o duplo sentido daquela frase. Chat- Ai! Doeu. Marinette- Além de tarado é exagerado... Chat- Mais tarde te mostro o que é exagerado em mim... Marinette- Chat!- brigou muito vermelha, o que o fez rir muito. Chat- Vamos, temos muito o que fazer ainda- falou limpando a boca e puxando-a mais uma vez pela mão. A brincadeira e as risadas continuaram, tudo era tão perfeito que nem parecia ser verdade, um sonho que ela não queria mais acordar, mas nada é tão perfeito que nada possa estragar ou interromper e ela teve essa certeza quando viu uma figura bem conhecida vindo em direção e travou, tentando pensar em um jeito de fugir e se esconder. Chat- O que foi princesa? Marinette- Agora fudeu... Chat- Do que você...- parou de falar quando viu quem se aproximava e entendeu o que ela quis dizer, mas diferente dela, não tinha medo, achava até divertida aquela situação, mesmo que acabasse com seu encontro a dois. Alya- Mari! Marinette- Ai não...O-oi. Alya- Por que não me disse que também viria ao parque? Poderíamos ter vindo juntas... Marinette- Nem eu sabia até agora há pouco...- falou momentos antes de sentir o braço envolver sua cintura. Alya- Sei...pelo visto não veio sozinha...- falou olhando-o de cima a baixo. Nino- Menos Al... Alya- O quê? Eu só estranhei. Marinette- Bem, não...eu...ele... Chat- Somos namorados. Bonsoir mademoiselle- falou se curvando, beijando levemente sua mão, abaixando um pouco o capuz, fazendo-a corar e arregalar os olhos ao perceber quem era. Alya- Ma-ma-mas... Nino- Wow... Aquilo já estava estranho e constrangedor demais para ela aguentar sem surtar, mas nada está tão r**m que não possa piorar, ela teve certeza disso quando viu uma cabeleira loira se juntar a eles. Chloé- E aí meninas, que bom ver vocês por aqui. Marinette- Chloé?! Chloé- Oi baixinha. E então Alya, o que foi? Você tá pálida... Alya- Nada, só... Chat- Nada demais, minha presença realmente tira o fôlego de algumas...ai princesa!- reclamou ao levar uma bela cotovelada na costela. Marinette- Se você se comportar fica mais fácil. Chat- Você é muito má...- reclamou fazendo beicinho e deixando que ela também o reconhecesse. Chloé- Pera...Chat Noir?! Mas...o que está fazendo aqui? Tem algum akumatizado?! Chat- Nada disso, apenas vim passar uma noite agradável com minha namorada- respondeu dando um beijo no topo da cabeça da azulada. Chloé- Namo...Marinette Dupain-Cheng, que história é essa? Marinette- Ué...ele já disse tudo... Chloé- Então finalmente conhecemos o seu príncipe. Espero que pelo menos você saiba tratá-la direito...- ameaçou olhando bem fundo nos seus olhos. C- Pode ter certeza que tenho as melhores intenções e só farei o bem a ela. Chloé- Assim espero... Nino- O papo tá bom mas...que tal deixarmos eles a sós agora? Chloé- Por quê? Podemos fazer um encontro triplo agora... Sabrina- Mas Chloé... Alya- Também acho uma boa idéia! Marinette- Eu não sei... Chat- Por mim tudo bem, pode ser divertido. O que acha meu amor? Marinette- Tá, podemos tentar. Os heróis estavam reunidos, mesmo sem terem idéia disso, apenas a joaninha sabia disso... Várias barracas e brinquedos depois, eles pararam em uma barraca de tiro ao alvo, onde mais uma vez ele ganhara uma prenda para ela, ela já não sabia o que fazer com tantas coisas, até encontrarem a barraca para testar a força, onde mais uma vez ele fez questão de se mostrar para sua amada. Nino foi o primeiro e ganhou uma bela raposa para Alya, mesmo sem ainda entender sua predileção por aquele pequeno animal... Chloé quis tentar também e ganhou um casal de abelhas, uma para ela e outra para Sabrina, nenhuma surpresa, ao menos para nós... Finalmente era chegada a hora do gatuno, confiante e "modesto" como sempre... Chat- Bem, agora é a hora de mostrar a força do mais belo e forte herói de Paris- falou se mostrando, como se aquecesse os músculos. Marinette- O mais modesto também...- revirou os olhos e todos riram, menos ele. Chat- Mari... Marinette- Também te amo meu bem...- fez como se lhe soprasse um beijo. Ele fizera várias poses para impressioná-los e fazé-los rir, não precisou fazer nenhuma esforço para conseguir o melhor prêmio, um lindo e enorme gato preto pelúcia. Chat- Para você me ter sempre do seu lado ma petite, mesmo quando eu não estiver... Alya- Own...por que você não é gentil e fofo assim?- perguntou dando um forte beliscão em seu namorado. Nino- Ei, não exagera minha linda, isso dói... Todos riram mais uma vez, o clima entre eles era maravilhoso, mesmo sem saberem que estavam realmente entre os mesmos amigos do colégio, a melhor parte era saberem que era uma sexta à noite, o que significava não terem aula no dia seguinte. A diversão era enorme, não parecia ter fim, mas só parecia... Ele se despediu, sempre galanteador, recolheu as coisas e pegou sua princesa nos braços, se pondo a levá-la para casa. A aterrissagem foi suave, era perto da meia-noite quando chegaram ali, ela colocou as coisas rapidamente no quarto e foi com ele até a varanda. Ele a tomou nos braços uma vez mais, uma mão em sua nuca, ela com as mãos em seu peito, as bocas unidas, as garras descendo pelas costas delicadas, as mãos pequeninas descendo o zíper, para em seguida pousarem em aeu peito nu, um perfume os envolvia, algo parecido com um aroma de flores, algo doce e suave, diferente de tudo o que sentiram. Tudo encantador, típico de um filme romântico, pena que não poderia durar por mais muito tempo... BIP, BIP Chat- Sinto muito princesa, não quero mas...preciso ir. Tentou se afastar, mas ela segurou seu braço, com força e carinho ao mesmo tempo. Marinette- Espera...fica- pediu, os olhos nos seus. Chat- Ma petite... BIP BIP Marinette- Meus pais vão passar a noite fora, dorme comigo. Chat- Princesa...- apesar de muito querer, não tinha certeza se era o certo... Marinette- Fica.
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