ค๑นēlค noite passou como um sopro, ele sequer notando o passar das horas, passara boa parte se perguntando e se recriminando pelo que havia feito, tinha medo que, por mais que tivesse dito que não, demonsyrado isso inclusive, em algum momento ela voltasse à razão e o afastasse, também na forma do gatuno, o que seria demais para seu coração
Não queria perder mais uma vez a amiga, já era triste demais estar longe em sua forma civil, não queria estar longe com o gatinho que a fazia rir também.
Apesar de seu coração insistir que não era mais unicamente a amizade que o movia...
Viu-a entrar na sala como todas as manhãs, era algo normal de ae ver, ela chegando um pouco atrasada como de costume, a professora, doce como sempre, fingindo não notar para não chateá-la, mas sentia algo faltando, o sorriso que iluminava a tudo e a todos não estava em seu rosto, o que lhe tirara a felicidade de vê-la ali.
Apesar de todos fazerem de tudo para que ela ficasse bem, ele sabia que ela, sempre a mimando como podiam, ele a conhecia bem demais para saber que ela não estava nem um pouco confortável com toda aquela situação.
Ele via, mesmo de longe, a tristeza em seus olhos, sabia como ela gostava de ser independente e vê-la assim, precisando de ajuda com coisas banais, como prender o cabelo, ou simplesmente abrir o pote com seu almoço, lhe cortava o coração, cada movimento impedido, cada expressão de dor era como uma faca em seu próprio peito.
Alguma coisa precisava ser feita e ele sabia exatamente quem poderia ajudar.
O relógio parecia estar também contra si, os minutos correndo tão devagar que mais se pareciam com horas, o que lhe agoniava mais a cada segundo, por mais que quisesse sair e ir ver sua amiga, precisava esperar o momento certo, não queria ter que dar explicações, muito menos ter seu cão de guarda particular seguindo-o e estragando seu plano perfeito.
Esperou até ter certeza que ninguém o atrapalharia, não poderia correr o risco de Nathalie aparecer em seu quarto e impedí-lo de ir, ou pior, não encontrá-lo e colocar toda a políciade Paris em seu encalço, o plano era simples, arrumar sua cama de modo que ela acreditasse que estaria dormindo, com direito a uma gravação bem estilo de um filme de 86 que ele assistira em que o protagonista fingia estar doente para não ir à aula.
Quando tudo estava pronto, sequer deu ouvidos ao seu "conselheiro pessoal", apenas se transformou e pulou pela janelas, o que com certeza deixou Plagg bastante emburrado, mas nada que um bom pedaço de camembert não resolvesse.
Fez de tudo para chegar o mais rápido possível e, ao chegar, ficou triste e espantado ao mesmo tempo ao ver a azulada sentada na cama muito revoltada, os cabelos desgrenhados, a roupa totalmente bagunçada e o motivo de sua raiva sendo jogada na parede.
Chat- Não é legal desperdiçar comida princesa.
Marinette- Chat?! O que...
Chat- Tá...tudo bem?
Marinette- Claro, por que não estaria? Tá tudo perfeito e...- tentou continuar com a farsa, mas não conseguiu prosseguir ao vê-lo olhando-a curioso- Aaah que merda! Quem eu estou tentando enganar?! Tá tudo dando errado e eu não aguento mais isso! Tô cansada de não ser capaz de fazer nada sozinha!
Mal conseguiu terminar de falar e se jogou na cama, enterrando o rosto no travesseiro, não sendo mais capaz de segurar as lágrimas que corriam copiosamente.
Ele ficou sem saber o que fazer, nunca em tantos anos de amizade, a havia visto tão m*l, era algo desesperador vê-la assim, então fez a única coisa em que podia pensar, sentou ao seu lado e se aproximou, tocando de leve seus cabelos.
Chat- Ei, o que foi? Fala pra mim, talvez eu possa te ajudar...
Marinette- Você...não tem que se preocupar com isso, é tudo culpa minha, por eu ser uma i****a que acreditou em algo que não existia.
Chat- Você ainda está sofrendo por aquele garoto? Lembre que o i****a é ele!
Marinette- Não, eu só...tô chateada e nervosa. Por mais que eu ame o que todos estão fazendo por mim, eu tô cansada de ser tão dependente, nada tá dando certo, não consigo tirar a roupa, meu cabelo tá um lixo, não dá pra lavar, até tentar descascar uma maldita banana tá dando merda!
Chat- Escuta, você não precisa ficar assim, aqui está seu gato de guarda para lhe ajudar em tudo que for necessário.
Marinette- Chat...você não...
Chat- Não preciso fazer isso? Você tem razão, eu não preciso mas quero fazer! Você sempre fez tudo pelos os outros, essa é nossa chance de te ajudar. Agora, vamos começar, primeiro, vamos resolver o mais simples.
Ele se levantou buscando outra banana, já que a primeira se desfizera com o impacto, aquela baixinha podia ser doce, mas sabia usar a força que tinha. Sentou novamente ao seu lado e, em um movimento rápido, usou suas garras e cortou a banana em pequenas rodelas.
Chat- Pronto, agora você pode comer sem problemas.
Ele pôde perceber seus olhos brilharem ao ver os pequenos pedaços, empurrar um na boca e saborear sem problemas, segurando o que restou da casca.
Marinette- Chat, isso é...
Chat- Apenas o começo, princesa. Vem comigo.
Marinette- O que...
Chat- Vamos resolver o segundo problema da sua lista.
Ela o viu se levantar e uma das garras para si, olhou para ele um par de vezes e, mesmo sem entender o que ele pretendia, apenas aceitou a ajuda e se levantou também, seguindo-o de perto, sem imaginar o que ele planejava.
Ele a conduziu com todo cuidado até o banheiro, um ambiente extremamente delicado, assim como sua princesa e ele não esperaria nada menos do que aquilo.
Estava calado, apenas observando impressionado como ali era tudo tão arrumado e fofo, cada coisa em seu lugar, mas parou no momento em que seus olhos encontraram algo que ele nunca imaginaria encontrar, pelo menos não ali, uma foto sua de alguns meses atrás em que fizera um ensaio com roupa de banho, presa bem acima do espelho.
Ela correu de modo desajeitado até o espelho quando enfim viu para onde ele estava olhando, podia sentir as bochechas esquentarem se um jeito absurdo, mas nada falou, apenas tirou a foto dali e guardou sem dar nenhuma explicação, tentando desviar o olhar.
Ele, por outro lado, ficou sem reação e sem palavras, pensando no porquê dela ter uma foto sua justamente ali, observou calado ela correr até o espelho e guardar aquela foto na gaveta, mas assim que ela o fez, ele a pôde perceber não só calada, mas com certeza muito envergonhada.
Ele não queria que ela se fechasse mais uma vez, não com ele, então apenas a abraçou, deu um beijo leve em sua testa e a colocou em um banquinho que encontrou por ali, mesmo sem entender para que ela precisaria daquilo ali, mas achou que seria muito útil.
Arrumou-a para que ficasse de costas para a pia e pegou tudo que precisava, o xampú, a toalha, a escova...enfim, tudo que seria necessário, para lhe dar o tratamento de princesa que ela merecia, molhou seus cabelos com todo cuidado e delicadeza, não aceitava fazer nada menos que a perfeição.
Ela nada falava, apenas se entregou às sensações que ele lhe proporcionava com aquela massagem, ficando com os olhos enquanto aproveitava cada um de seus movimentos, cada um parecendo uma delicada carícia.
Ele também se deixava levar pelo que sentia ao tocar as madeixas macias e azuladas, brilhando e escorrendo por entre suas garras, agora ele entendia de onde vinha seu perfume tão doce e inebriante, o cheiro da pele molhada se misturando aos produtos se tornando um só, um perfume tão lembrado e amado por ele...
Ele estava tão preso e hipnotizado em todas as sensações, que nem lembrava mais de nada, só se dando conta de que algo estava errado quando sentiu a dor do beliscão na nádega direita.
Chat- Ei!
Marinette- Eu que digo ei, já viu o que fez, gato tonto?- perguntou mostrando a blusa toda molhada.
Chat- Eu...sinto muito, não foi minha intenção, eu juro e...pera, o que você disse?
Marinette- Eu...não disse nada- mentiu, levantando e saindo dali, com ele atrás.
Chat- Disse sim, você disse gato tonto e...só tem uma pessoa que me chama assim...
Marinette- Você deve ter ouvido m*l, eu disse...gato bobo. Isso, eu disse gato bobo, se bem que você merecia ser chamado de tonto mesmo, olha só o que fez!
Chat- Já disse que sinto muito princesa...
Ela podia ver suas orelhas abaixadas e os malditos olhinhos de bebê, ah como ela o odiava quando ele usava esse truque sujo para amansá-la...
Marinette- Ai gatinho...isso é trapaça.
Chat- Não é se eu conseguir o perdão da minha princesa...
Marinette- Você é um bobo mesmo...é eu sou mais boba ainda por não resistir à suas chantagens...
Ela olhava em seus olhos e ele fazia o mesmo enquanto ela levava a mão ao seu rosto, fazendo uma leve carícia que o fez ronronar, o que ela achou tão fofo que não conseguiu resistir à se derreter pela doçura daquele gatinho vadio.
Ele aproveitava e se deleitava com a carícia e só quis parar quando a sentiu tremer, quando uma brisa mais forte passou pela janela e atingiu a ambos.
Chat- Tá tudo maravilhoso princesa, mas você precisa tirar essa roupa pra não se resfriar.
Marinette- Eu sei mas...vou precisar da sua ajuda novamente...
Chat- Qualquer coisa que você pedir é uma ordem para mim, a não ser caçar ratos, eles são muito nojentos!- declarou com uma cara de nojo que a fez rir.
Marinette- Concordo com você mas...é uma coisa bem diferente- falou com o rosto um pouco corado, o que o deixou curioso.
Chat- Qualquer coisa então.
Marinette- É que...essa roupa tá toda molhada e...com esse gesso, fica muito difícil tirar, será que...você pode me ajudar?
Ele ficou calado, seus olhos, mesmo que inconscientemente e completamente arregalados, correram pela blusa encharcada, agora totalmente transparente, não deixando nenhuma margem à imaginação, ele podendo ver claramente todos os detalhes do sutiã rendado, aquilo era muito além do que sua sanidade poderia suportar, principalmente ao notar, mesmo através do fino tecido, os m*****s levemente entumecidos.
Marinette- Chat? Tá tudo bem?- perguntou depois de algum tempo sem obter nenhuma resposta.
Chat- Oi? O que foi?
Marinette- Você vai me ajudar?- perguntou segurando a barra da blusa com a mão boa.
Chat- Não! Que-quer dizer...cla-claro, sem problemas.
Se o quarto estivesse iluminado da maneira correta naquele momento, ela com certeza notaria o rubor presente em suas bochechas que queimavam como nunca antes, também notaria quando ele se moveu de encontro a ela, um certo volume se formando e crescendo em sua calça quando ele segurou a barra da blusa e suas garras resvalaram na pele descoberta de sua barriga.
Estou que ela não notasse aquelas coisas, com certeza notara a respiração descompassada enquanto ele "trabalhava" e o suspiro de alívio quando terminou, já se preparando para pular a janela e buscar um balde com gelo ou um lago congelado, porque sabia bem que apenas um banho frio não resolveria seu "problema".
Mas como tudo na vida, sempre tem um jeito de piorar a situação, o d***o nunca dá ponto sem nó.
Principalmente quando ele trabalha juntamente com uma baixinha que não tinha noção do perigo, nem do que estava fazendo à ele quando segurou seu braço, impedindo-o de sair.
Marinette- Aonde pensa que vai gatinho? Eu ainda preciso da sua ajuda.
Chat- Minha ajuda? Em quê?
Marinette- É que...você ainda não terminou o serviço...- falou apontando para o sutiã.
Não, Ela só podia estar brincando, aquilo NÃO podia ser sério, pelo menos ele queria muito acreditar nisso.
Chat- Pera...o quê?!
Marinette- Sabe como é...eu até poderia tentar tirar de outro jeito mas...molhado assim só abrindo o fecho e...você sabe que não tem como...
Chat- Você só pode estar brincando!
Marinette- Eu pareço estar brincando? Por favor gatinho, só isso é eu te deixo ir...
Ele pensou em correr, fugir dali e nunca mais voltar mas, não podia deixá-la na mão, ela só estava fazendo um pedido como amiga, nada demais, ele prometera ajudá-la em qualquer coisa e não podia simplesmente quebrar sua promessa assim, sem motivos sérios e aparentes, apesar do volume em sua calça estar bem aparente agora...
Ela podia não estar fazendo com a intenção de acabar completamente com seu autocontrole mas, vê-la se virar e jogar os cabelos molhados sobre o ombro, para ele sendo tudo em câmera lenta, era muito mais do que ele podia imaginar passar ao lado dela, eles não chegando à esse ponto nem quando tinham seus encontros no esconderijo.
Respirou fundo um bom par de vezes antes de se aproximar mais um pouco, as pernas bambeando a cada passo, mesmo que fossem muito poucos, as garras tremendo ao tocar aquela peça tão delicada, se o inferno realmente existisse, ele certamente estava começando a pagar seus pecados...
O pequeno movimento que ela fizera para afastar os cabelos fez com que seu perfume fosse ate ele, invadindo suas narinas sem dó, o que estava acabando com sua sanidade, mas ele precisava ser forte.
Mas ele não era de ferro.
Antes que seus dedos conseguissem abrir aquele maldito fecho, o que realmente era um teste para a paciência de qualquer homem, sem que ele percebesse, seu corpo, como que por vontade própria, se aproximou ainda mais, deixando-os muito próximos, próximos demais.
Ele podia sentir a maciez daquela bundinha arrebitada de encontro à sua calça que, naquele momento, parecia ser dois ou três números menores, tamanho o aperto e incômodo que sentia.
Ele pensava em todas as opções que tinha, cogitando inclusive a idéia de usar seu cataclismo, destruir de vez aquela peça e fugir de vez dali, mas sabia o quanto aquela baixinha ficaria revoltada e, era capaz de jogá-lo da janela, sem lhe dar ao menos a chance de levar consigo seu bastão.
Depois de muito esforço, força de vontade e autocontrole, finalmente ele conseguiu soltar aquele maldito fecho, deixando-o solto, não caindo apenas pelas mãos que o seguravam na parte da frente, as garras, antes na peça, foram até sua cintura, escorregando lentamente pela pele molhada, aquilo era demais e ele não aguentava mais.
Ao sentir as garras na cintura, ela também se deixou levar, jogando a cabeça para trás, apoiando-a no tórax coberto pelo couro, o que o fez perder totalmente a noção de tudo e puxá-la para si, deixando-a sentir todo o "problema" pelo que ele estava passando, os lábios atacando com cuidado a pele alva do pescoço delicado.
O nariz roçou de leve aquela pele tão alva e macia, logo dando lugar aos seus lábios, o que de início era para ser uma ajuda sem malícia, se tornou algo muito além, ela o surpreendendo quando, ao invés de se assustar com aquilo, ergueu a mão para trás, tocando seu rosto enquanto ele provava seu gosto mais uma vez.
Nesse momento toda razão foi esquecida, ele já havia sido forte demais até ali.
Ele esqueceu por completo sua promessa de não invadir seu espaço, nem fazer nada que pudesse ofendê-la ou machucá-la e a virou, empurrando-a contra a parede, a peça sendo logo esquecida e deixada de lado quando ele a ergueu e a pressionou com o próprio corpo.
Ela podia ser um anjo, como ele sempre acreditara, mas naquele momento ela era a própria personificação da palavra luxúria, os lábios entreabertos e os olhos fixos nos seus, as mãos em seus ombros buscando por apoio, os s***s nus esmagados contra o peito firme coberto pelo couro do uniforme, a respiração tão descompassada quanto a dele.
Ele fizera o que pôde para não avançar nenhum sinal mas, aquele era seu limite e, antes que ela pudesse falar ou fazer qualquer coisa, ele tomou seus lábios com fome e fúria, as garras segurando a b***a macia para lhe sustentar, quase furando o tecido fino do short, o m****o ereto dentro da roupa roçando de leve contra a i********e também coberta, a cada movimento.
Era tentação demais tê-la assim, tão entregue às suas carícias, a boca retribuindo o que ele fazia, a língua batalhando com a sua por espaço, ambos ficando suados enquanto deixavam se perder em tudo aquilo que nenhum dos dois planejara.
Porém, quando o ar lhes fez falta, um gemido mais alto contra sua orelha o trouxe de volta à realidade e o fez lembrar quem era ela e que ele sequer podia pensar em fazer algo que ela se arrependeria depois, não iria fazer isso de novo, por isso, sem explicação nem motivo aparente, ele apenas se afastou e pulou pela janela, sem falar mais nada, deixando uma azulada sentada no chão sem saber o que acontecera ou o que fizera de errado.