Emocionada e ainda confusa, ela tira minhas mãos do seu rosto, abaixa até que estejam em cima do seu colo e, ainda me fitando nos olhos, indaga: — O que está acontecendo, Bruno? — pergunta, e analisa todo o meu rosto, quem sabe em busca da verdade. — Esses dias você não parecia o mesmo... — Perdão, meu amor — sem conseguir me conter, mesmo em meio a uma conversa tão séria, aproximo nossos corpos ainda mais. Tendo ela quase sentada em cima de mim, beijo carinhosamente cada canto do seu rosto e por último deixo a boca. Ao abocanhar seus lábios carnudos, faço o que há muito tempo venho me abstendo de fazer, não que eu não tenha lhe beijado desde que essa crise começou, eu beijei, só não era a mesma coisa. Como aproveitar o doce e inebriante sabor da sua mulher quando se tem uma bomba relógio

