Capítulo 2

1501 Palavras
Mirela narrando Oi Queridos, vocês ainda não me conhecem mas vão conhecer. Sou a Mirela mas os mais próximos me chamam de Mi, adianta forçar i********e comigo não que eu sei quem é falso só de olhar e de onde eu venho, eles me temem por isso. Tenho 19 anos e vou contar um pouquinho da nossa história já que a Alice não lembra e eu agradeço por isso. As coisas que fomos obrigadas a fazer me atormentam até hoje. Tudo começou a mais ou menos 8 anos atrás. Alice tinha 10 anos e eu 11, eu fazia curso de informática pq era e sou muito boa com computadores, tecnologia é meu nome do meio... Voltando e sem me gabar demais, Meu pai e tio decidiram que era a hora de nos treinar Flashback on 8 anos atrás... Mi: - Lili, vamos brincar? Alice: - Vamos, quer brincar de que? Felipe (pai da Alice): - Nada de brincar. Vocês duas tem idade suficiente pra começar os treinamentos Mi: - Tio, somos crianças ainda Felipe: - Na idade de vocês eu já matava sem nem tremer ou pestanejar. Já morriam de medo de mim e ninguém se atrevia a entrar no meu caminho Luke (pai da Mi): - Seu tio tem razão, Borboleta. Vão se trocar e nos encontramos la embaixo. Temos que explicar pra vocês o que fazemos de verdade. Eles saíram e nós nos olhamos na esperança de ser brincadeira mas infelizmente não era. Flashback off Foram anos de treinamento, várias modalidades de luta, estratégias e tiro ao alvo. Quando tínhamos por volta de 14 e 15 anos, fomos obrigadas a matar as primeiras vitimas. Era uma divida dos nossos pais que tivemos que tomar a frente, foi quando decidimos armar nossa fuga. Alice não aceitava que ela teria que assumir a Máfia e eu não queria esse destino pra minha melhor amiga, não se ela não quisesse. Devo ter esquecido de comentar que a Alice é filha do dono da Máfia Italiana. Passamos 1 ano planejando tudo e armando nossa fuga, deixamos dinheiro reserva que dava pra nós sustentar por anos, compramos um apartamento no Brasil, fizemos identidades falsas e no dia da nossa fuga, o acidente acabou acontecendo, Alice que só queria ser normal, perdeu a memória e eu continuei com o nosso plano. Criei histórias falsas sobre nosso passado, armamos tudo nos mínimos detalhes antes de sairmos de casa que tinha dinheiro o suficiente pra vivermos bem durante toda a nossa vida. Assim que chegamos no Brasil, pedi ajuda ao Perigo, ele é um dos donos de morro mais temidos do Brasil, o Complexo da Maré, e um dos donos do comando vermelho, mas ele odeia comentar sobre isso. O filho dele e eu nos conhecemos desde novos, nós dois cansamos de invadir sistema pra limpar a ficha de quem o pais dele pedisse. Alice e eu abrimos uma loja pra disfarçar e vivemos bem até então, até que a uns dias recebi uma carta anônima e me desesperei "Sei que estão vivas, demorei mas achei vocês e agora que achei, se preparem pq agora vão morrer de verdade. Assinado: Seu assassino." Mandei mensagem pro Perigo mais que rápido mas ele disse que estaria mandando Ruan resolver. Ruan é filho dele, há meses não nos vemos e desde nova sempre fui apaixonadinha por ele. Ele é gato demais, quer dizer, era na época que nos falávamos sempre mas com ele assumindo o morro como sub dono perdemos o contato diário, no início eu fiquei m*l e depois aprendi que ele tem a vida dele e eu a minha... Hoje Alice disse que achava que estava sendo seguida e eu tive que ligar pro Perigo. Alice tem sexto sentido, então ela sabe quando está sendo seguida. Ligação on Perigo: - Quanto tempo que a minha nora preferida não me liga. Ruan ainda não achou nada Mi: - Tem alguém seguindo a Alice. Não sei quem é mas ela não tá em condições de se defender ainda, ela não sabe nem mirar direito. Perigo: - Vou mandar verificar isso. Fala.com teu sogro direito, filha da p**a Mi: - Não interessa como falo com você, você prometeu que ninguém ia fazer m*l a gente, estamos sob sua jurisdição. Se fosse na nossa eu já tinha dado um jeito, resolve isso ou eu resolvo sozinha e aí de quem entrar no meu caminho Perigo: - Olha como fala, já disse. Vou mandar Ruan ai pra ver qual o do Caô. Se liga que isso não vai se repetir, se falar comigo desse jeito de novo mando te matar Ele desligou na minha cara e eu dei um soco no balcão, Alice me mandou almoçar primeiro e tenho certeza que ela ouviu a conversa. Depois de almoçarmos e ela comprou nosso açaí e quando voltou estava que nem doida. Mi: - Alice, Ruan vai vim ai hoje. Acha que devo ir no salão fazer meu cabelo pra ficar gatinha? Ainda bem que tenho uma loja de roupa pq nem estava preparada pra esse evento. Mas parando pra pensar agora, acho que tem alguma coisa errada Ela continuava olhando lá fora com cara de paisagem Alice: - Que? Mi: - Alice, tá viajando? To falando com você. Eu disse que tem alguma coisa errada. As clientes pararam do nada Alice: - Eu acho que vamos ser assaltadas. Vamos fechar a loja com calma e sair pelos fundos Mi: - Pq acha isso? Pelos fundos é muito mais perigoso do que sair pela frente, mantemos lá trancado por isso Alice: - Tem um homem me seguindo desde a hora que fui comprar marmita, ele estava na sorveteria e agora esta sentado do outro lado da rua com outro cara. Ou ele ta vigiando nossos passos ou ta vendo nossa rotina pra ver o melhor momento pra sequestrar a gente Mi: - Pq iam sequestrar a gente? Alice: - Não sei ainda mas tem algo estranho Mi: - Deve ser coisa da sua cabeça Alice: - Até Pedro percebeu e disse que ia vim aqui mais tarde Mi: - Merda... Alice, eu.. Antes que eu pudesse dizer algo Pedro entrou na loja rindo da minha cara Pedro: - Fala Maria esmaga masculinidade, perdi meu amigo e a culpa é sua Mi: - Agora não é o momento, mas você não pode sair daqui. Presta atenção os dois. A uns dias recebi uma carta anônima. Lili, me perdoa esconder de você a verdade da nossa vida, mas Ruan tá vindo ai e ele vai tirar a gente daqui Pedro: - do que está falando, Maluca? Ficou doida de vez... Alice: - Não estou tendo sonhos, são memórias né? Você deveria ter me contado pra eu me preparar, o que vamos fazer agora?? Antes de responder ouvimos barulho de tiro. Corremos pra atrás do Balcão, abri um fundo falso e peguei minha glock e comecei a atirar de volta. As minhas balas acabaram e começou um tiroteio intenso lá fora. Pedro: - Que p***a está acontecendo? Mi: - Vai ter que ficar com a gente por um tempo se quiser viver e a propósito, quebrei o nariz do seu amigo cuzão pq ele falou m*l de você. Ele não era seu amigo, era mais um invejoso que queria seu mal Pedro: - Obrigado e me desculpa só não vou te abraçar agora é que to em choque. Parece que o tiroteio acabou Mi: - Fica atrás de mim, sei me defender. Fui treinada pra isso, fomos treinadas Alice: - Deveria me contar dessa carta antes, porra Mi: - Você tá errada também, se me falasse dos sonhos ia falar a verdade pra você. Ouvimos barulhos de passos andando por cima do vidro quebrado e se aproximando de onde estávamos. Vi alguém parar na nossa frente com o fuzil apontado pra gente e quando me viu deu um sorriso lindo, minha perna até tremeu. Ele não mudou nada, quer dizer mudou. Agora está mais gato, com mais músculos e marra de bandido. Cabelo cortado e a barba feitinha, Cheiro de macho cafajeste e a ironia de sempre Ruan: - Parece que tinha uma princesa precisando de resgate. Seu cavaleiro chegou Mi: - Cavaleiro, tá mais pro cavalo. Como você está? Ruan: - Só falo depois do meu beijinho de agradecimento Mi: - Vai ficar sem falar então Alice: - Nem parece a mesma que chorava quando brigava com ele por besteira. Oi Ruanzito, como vai? Ruan: - Com você eu falo minha chicletinha. Tô bem e você? Alice: -Bem também, Mi, vai abraçar seu amorzinho não? Mi: - Já contou pro Pedro que é afim dele? Pedro: - Oi? Nunca me chamou pra sair pq? Alice: - Pq a dama sou eu Ruan: - Fala ai parceiro. Não te conheço mas já me conhece mas seguinte, nem todos sabem meu nome, se vacilar é bala. Sou conhecido como Morte e nem preciso dizer o motivo. Agora Vamos pro morro pra ver se achamos quem está atrás de vocês
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