Jonatha narrando
Sou Jonatha, tenho 24 anos e sou advogado, mas não sou um advogado qualquer. Sou o advogado mais f**a do Rio de janeiro, me atrevo a dizer que sou o melhor do Brasil. Muitos me perguntam como posso ser tão renomado se sou tão novo. Digamos que cresci no Complexo da Maré. Perigo sempre foi um grande incentivador pra mim, sempre fui esperto além da média. Terminei os estudos com 16, depois de fazer uma prova. Com 18 anos comecei minha faculdade, com 23 terminei e tive meu primeiro caso. O dono do comando vermelho foi preso, com todas as provas contra ele. 2 advogados tentaram reverter a prisão e não conseguiram e ainda se diziam serem os melhores do ramo. Mas como ninguém quis pegar o caso pois os dois incompetentes além de não conseguirem soltar o patrão, foram mortos como exemplo, eu peguei o caso.
Assim que peguei o processo, consegui marcar uma audiência pra mesma semana onde o patrão foi declarado inocente com ordem de soltura para imediatamente. Assim me tornei o f**a. Todos queriam que eu advogasse, mas me comprometi a ser advogado apenas do comando e mesmo não tendo um caso, recebo uma quantia generosa por mês por causa da gratidão que o Patrão tem comigo.
Hoje Perigo me chamou para resolver umas coisas, além de ser advogado, dou uma ajuda a ele quando ele acha que a contabilidade tá fodida, e no caso dele, ele tá fodido pra c*****o. Tem alguém roubando ele e é gente de dentro, da confiança dele.
Ele me chamou pra uma reunião hoje. Vim o mais rápido que pude. Quando estou aqui na comunidade, uso roupas normais, não os ternos que estou acostumado a usar. E eu sempre ando armado, nunca sei quem vai tentar me matar por eu ser o braço direito do Patrão. Minha reunião com perigo era na boca, quando eu estava a caminho, vi um menino de mais ou menos 10 anos comprando droga com um vapor.
Jonatha: - Ei, ei. Vaza moleque
Vapor: - Vaza nada não, vou perder minha venda pô.
Jonatha: - Você vende pra crianças?
Vapor: - Claro p***a, acha que eu completo a meta como?
Jonatha: - Vai bater meta no inferno, arrombado
Saquei a arma e dei dois tiros no peito e um na cabeça dele. Mais na frente tinha outro vapor.
Vapor: - Que isso cara. Perigo vai ficar puto
Jonatha: - Se vender pra criança vai ser o próximo. Vende pra esses adultos que não querem p***a nenhuma da vida mas não estraga a vida de uma criança não. Tô indo falar com o Perigo e pode ter certeza que sua batata tá assando pq você viu e não impediu
Ele só abaixou a cabeça mas não disse nada. Voltei pro meu caminho, cheguei na boca e todos falaram comigo, entrei sem dificuldade. Vanessa estava com o ombro enfaixado e estava do lado de fora da sala do Perigo. Eu que nem gosto de uma fofoca já fui perguntando o que houve. Não me julguem, todo homem gosta de fofoca, só não expõe.
Jonatha: - O que houve com o braço?
Vanessa: - Estava consolando Perigo pq a mulher dele morreu e uma p**a louca atirou no meu braço, ele não fez nada. Então vim trazer o nome dos remédios pra ele fazer ela pagar. Ela deve ser uma marmita dele, uma amantezinha barata e escrota e ela tá se sentindo por estar no carro com ele mas se ela pensa que vai ficar como fiel dele, ela tá fudida pq a fiel dele vou ser eu. Aquela cabelo de fogo sem Sal. Ainda saiu com Perigo de carro como se eles se conhecessem a anos, como se ela fosse a mulher dele. Mais isso não vai ficar assim, não mesmo. Aquela vagabunda...
Jonatha: - A p***a da droga que te deram é forte mesmo.
Sai andando e deixei ela falando sozinha da mulher que deu um tiro nela. Entrei sem pedir permissão pq eu posso
Perigo: - Fala aí p*u no cu, a p***a da porta tá de enfeite né?! Senta aí, tá atrasado
Jonatha: - O que houve com a Vanessa?
Perigo: - Uma longa história que eu vou resolver assim que possível.
Jonatha: - Pois resolva pq ela tá falando que vai ser tua fiel
Perigo: - Deus me livre
Rimos e ele começou a falar sobre a contabilidade que esse mês acha que sumiu mais dinheiro do que antes e pediu pra eu dar uma olhada antes. Estava olhando os papéis quando a porta abriu com um estrondo e uma mulher entrou, seguida pelo Ruan e outra mulher entraram atrás. No susto, Perigo e eu apontamos a arma pra ela que ficou paralisada então Perigo começou a falar
Perigo: - Isso é jeito de entrar na minha sala? Estou em reunião.
Ruan: - Pai... Ele é
Perigo: - Pai o c*****o. Você tá tão envolvido com elas que tá perdendo a noção. Eu ainda mando nessa p***a. Sai daqui
Alice: - Perigo, eu...
Perigo: - Já mandei sair. Me desculpa, isso nunca acontece aqui. O que tá esperando, Alice?
Alice: - Prazer Jonatha. Meu nome é Alice, sou sua irmã e você é o herdeiro da Máfia italiana
Eu olhei pra cara dela e minha única reação foi começar a rir. Perigo ficou olhando pra ela incrédulo, olhou pro Ruan que confirmou com a cabeça. Quando eu vi que ninguém estava rindo, eu parei e olhei sério pra eles
Jonatha: - Pq vocês não estão rindo?
Perigo: - Tem certeza?
Mi: - Meu pai acabou de falar que ele é advogado do comando. Ruan disse que ele estava aqui
Jonatha: - Pera aí, Perigo eu sou seu amigo independente de qualquer coisa mas se quer me dar o troco por causa do vapor que eu matei, isso não tem graça. O cara estava vendendo drogas pra uma criança.
Perigo: - Que? Nem sabia que tu tinha matado meu vapor.
Jonatha: - Expliquem isso antes que eu meta bala em todos vocês.
Perigo: - Pera aí, estão vendendo drogas pra criança?
Jonatha: - Dei um susto e matei um de exemplo mas melhor você resolver essa parada aí pq eles acham que é normal bater a meta vendendo pra criança se não vai ser tudo no teu r**o. Sabe o que o comando pensa sobre isso.
Perigo: - Vou resolver isso hoje.
Mi: - Como ele pode ser advogado, ele fala como bandido. Alice, ele sabe pelo menos o básico, graças a Deus
Jonatha: - Vivi bastante com eles pra isso. Sei me comportar quando preciso. Agora que p***a é essa que eu sou teu irmão? Não tenho irmãos.
Alice: - Na verdade tem e seu pai, quer dizer nosso pai é dono da Máfia Italiana mas nosso irmão bastardo...
Mi: - que é adotado e não tem direito a assumir diante o conselho, só se seu pai não tivesse filhos legítimos. O que não é o caso aqui e Prazer, sou tua prima. Mirela mas pode me chamar de Mi
Alice: - continuando, o bastardo deu um golpe de estado e agora nosso pai tá trancado e nossa herança sendo torrada pela mulher dele. Eu até posso dar um jeito nisso maaaas, como sou mulher, o bando de velho não vão deixar e fingimos nossa morte por 2 anos, o que teremos que explicar pra muita gente quando voltar
Jonatha: - História bem bolada, só tem um porém. Matei meu pai a muitos anos atrás, depois que ele matou minha mãe.
Perigo: - O porém disso aí é que ele não era teu pai não
Jonatha: - Como não?
Alice: - Presta atenção aqui. Olhos, cabelo e somos os únicos bonitos dessa sala. Quer um Dna, vamos fazer agora mas sou tua irmã, preciso da tua ajuda, aceita esse c*****o. Levanta da p***a da cadeira e vamos que tem muita coisa pra fazer antes de você assumir teu lugar nessa guerra.
Jonatha: - Precisa de Dna não, auto estima de milhões. Boca suja, deve ser de família. Só uma dúvida, foi você que atirou na Vanessa?
Alice: - Foi eu sim, pq, ela é tua marmita? Sinto muito mas ela estava tão agarrada no Perigo que tive que atirar pra ela sair já que esses frouxos não faziam nada
Jonatha: - Certo. Pera aí, tenho que resolver uma coisa ali fora
No momento que Alice entrou na sala, senti um instinto protetor tomar conta de mim, eu sabia que não precisaria de Dna, ela é esquentada que nem eu. Levantei e fui até a porta, sai e Vanessa estava no mesmo lugar com cara de nojo. Avancei nela e agarrei o pescoço dela fazendo ela levantar sem ar do banco que ela estava sentada.
Jonatha: - Aquela foi a p**a louca que atirou em você? Se você falar assim dela mais uma vez, eu mato você. Agora sai daqui, aonde ela estiver, você vai passar longe ou o próximo tiro vai ser na tua testa. Vaza daqui piranha
Alice: - Como se eu precisasse ser protegida. Vamos logo Mala, você tem muito que aprender