Capítulo 68

1171 Palavras

Bruna narrando É agora… não tem mais volta. Respiro fundo e caminho até a barreira. Meus pés parecem pesar uma tonelada, mas minha mente tá decidida. Se eu ficar no Dendê, o Lobo me engole viva. Se eu vim pra cá, pra Maré, corro risco de morrer na mão do JR. Só que eu prefiro encarar a morte de frente do que continuar sendo torturada aos poucos. O vento quente do dia bate no meu rosto, e logo vejo os vapores se movendo, eles vão me cercando como cães farejando medo. Mantenho a coluna ereta, sem baixar a minha cabeça, porque sei que se mostrar fraqueza aqui é pedir pra ser destruída. Um deles se adianta. Reconheço logo a cara dele: Gêmeo. Já ouvi falar, sempre na cola do JR, feito sombra. Ele cospe no chão, me olhando de cima a baixo com aquele deboche que só vapor de frente tem. — E

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