Capítulo 5

1267 Palavras
***Thomaz*** Tomei um banho gelado pra tirar o sal e a areia. Me deitei de cueca para ler as manchetes dos jornais e acabei cochilando com o celular na mão. Acordei de novo com o telefone tocando ao meu lado. - c*****o Enrico, já falei que hoje é domingo p***a. - Ahm, oi! Espero não estar incomodando! – escuto a suave voz de Analiz do outro lado da linha. - Oi Ana! Me desculpa, achei que era o mala do meu irmão de novo. - Não, não é – ela ri – se não for problema para um domingo, será que pode abrir a porta? - Sério? – levanto rapidamente e alcanço uma bermuda que estava jogada em cima da poltrona a vestindo desajeitado – qualquer dia da semana, nunca será um incomodo – respondo abrindo a porta. Ela estava com uma blusa larga até o meio das coxas e caída em um dos ombros segurando uma garrafa de vinho e duas taças. - Entra – dou espaço para que entre. Se aquela blusa não tivesse um unicórnio gigante na frente, podia jurar que era de alguém bem maior que ela. Poderia ser até do tal Dom que está salvo com um coração no celular dela. Ana entrou, colocou as taças e o vinho em cima da mesa da varanda e se sentou. - O pôr do sol aqui deve ser lindo, é um pouco mais alto do que meu quarto, a vista é melhor – ela diz olhando a praia. - Pode vir aqui assistir todas as tardes se quiser – chego por trás e beijo seu ombro exposto me sentando próximo a ela. Analiz sorri e fixa os olhos em mim. Ela tem um olhar misterioso e profundo. O que essa garota tem pra me deixar assim? Nunca desejei tanto uma mulher, e nenhuma me fez esperar por tanto tempo. Pego o saca-rolhas que ficava em cima do frigobar, abro o vinho e sirvo as taças, lhe entrego uma e brindamos. Tomo um gole sem tirar os olhos dela. A vejo suspirar e pousar a taça sobre a mesa. - Espero que goste de vinho seco – ela me diz. - Sim, são os meus preferidos – tomo mais um gole – o que a traz aqui? - Não são seus cabelos bagunçados – ri – são as paredes brancas e entediantes do meu quarto. - m*l faz vinte e quatro horas que chegamos – rio e vejo Ana cruzar as pernas em cima da cadeira fazendo com que seu short se enrole ligeiramente. Servi mais um pouco de vinho pra nós enquanto falávamos de coisas aleatórias, e eu aproveitava Analiz distraída para me aproximar cada vez mais, queria tê-la pra mim logo, mas não queria assustá-la, afinal, trabalharíamos juntos por muitos meses, não precisava de pressa. ***Analiz*** Eu perdia a noção do tempo quando estava com Thomaz, ele pediu mais uma garrafa de vinho que já estava pra baixo da metade e eu estava ficando bem alegre. Subi meus olhos até os de Thomaz assim que coloquei a taça de volta na mesa. - Aposto que você faz melhor que isso – o desafiei quando ele falou sobre nosso beijo na praia. Senti seus olhos queimarem sobre mim e quando me dei conta, em um movimento rápido, ele me puxa para seu colo e me beija com pressa e desejo. - Para – ele apertava minhas coxas e eu já estava molhada – melhor a gente parar – digo ofegante e me afasto um pouco. - Você me provoca e quer correr – ele fala enquanto beija meu pescoço. - Vamos – me levanto do seu colo rapidamente e ando pra dentro do quarto arrumando minha blusa e meu short – vamos assistir um filme – me sento na cama e pego o controle da TV me concentrando em qualquer outra coisa antes que eu desista e deixe meu t***o e o álcool falarem mais alto. Thomaz tinha colocado apenas uma bermuda e eu pude ver seu volume marcado entre as pernas. - Ah Ana! – ele se deita na cama olhando pro teto – não faz isso – escuto sua respiração acelerada – você traz vinho, vem com essa roupa, me provoca, sem falar daquele biquini que estava de manhã – ele põe a mão sobre a bermuda – olha como você me deixa – rio do seu olhar de reprovação pra mim. - Você vai ficar bem – me aproximo e dou um selinho – vou colocar um filminho bem água com açúcar pra você relaxar – começo a rir e dou play. Logo Thomaz me põe deitada em seu peito e parece assistir ao filme. *** Acordo meio perdida com a claridade vinda da varanda. Sinto uma mão pesada em cima da minha cintura. - Droga! – digo mentalmente quando me dou conta que dormi no quarto do Thomaz. Me levanto em silêncio e devagar para não o acordar. Vejo um bloco e uma caneta ao lado do seu notebook na escrivaninha, escrevo um bilhete: “Te encontro pro café” Saio em silencio. Chego no meu quarto, separo o que preciso pra hoje, tomo um banho e me arrumo rapidamente. É segunda, dia de muito trabalho. Coloco uma calça jeans, uma camiseta, e minha botina de trabalho, prendo o cabelo em um r**o de cavalo, passo protetor, faço uma make simples com rímel, blush e um protetor labial rosado. Pego minhas coisas e desço pra tomar café. Começo a me servir com frutas e pães, sinto uma mão em minha cintura. Como em tão pouco tempo já consigo identificar seu toque? - Acordou bela adormecida – falo sem olhar para Thomaz. - Pois é! Minha companhia saiu de fininho e nem me chamou – ele ri. Termino de me servir e logo ele se junta a mim na mesa. Comemos sem muito assunto, apenas repassando nossos horários. Seguimos para onde seria construído o hotel. *** Um senhor nos aguardava próximo ao container que será nosso escritório. - Bom dia!! – ele diz nos cumprimentando – Sejam bem-vindos ao nosso paraíso! Me chamo Luigui Alcantara, irei trabalhar com vocês durante toda a obra. Sou morador da ilha desde que nasci, conheço cada cantinho desse lugar. - Prazer Luigui, sou Thomaz Ferraro, engenheiro civil responsável pela construção do resort, e essa é Analiz Lopez, também engenheira e representante do grupo Heaven Resort & Suites LLC, braço direito do Mr. Parker. Luigui era um senhor baixinho, de barba e cabelos grisalhos, barrigudo e carregava consigo uma prancheta. - Espero que não se incomodem, mas providenciei uma limpeza no contêiner para recebê-los. Estava fechado desde que seu pai esteve aqui e tinha areia e poeira para todo lado – o senhor sorri esperando aprovação. Thomaz o agradece e pergunta: - Podemos seguir para lá? Eu e Analiz gostaríamos de lhe apresentar o cronograma antes das máquinas chegarem – Luigui vai na frente e Thomaz faz sinal para que eu vá também. Sinto Thomaz se aproximar e sussurra em meu ouvido: - Incrível como você consegue ficar sexy até com essas botas – e mordisca meu lóbulo. Sorrio sem graça, mas aproveito a oportunidade de encostar levemente minha b***a em seu m****o. Ele suspira e finalmente entramos no container. Passamos a manhã conversando sobre as etapas, prazos e logística da construção, almoçamos ali perto com o senhor Luigui em um lugar que ele mesmo indicou, e a tarde as máquinas e as equipes chegaram. Até Enrico vir pra cá, Thomaz tomaria conta de todos os funcionários e outros assuntos específicos do canteiro de obra.
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