Alguma coisa estava me sufocando. Era ansiedade, medo, angústia. Recuperar-me de uma cirurgia não era o que estava dificultando meus dias e principalmente minhas noites de sono. Nem mesmo a presença da Letícia facilitava meu descanso. Ao fechar os olhos eu voltava para aquela estrada de terra. Voltava ao momento em que minha vida ou pior, a vida da minha noiva poderia ter chegado ao último ato de um espetáculo que nunca mais seria apresentado. A Letícia estava preocupada com minha inquietude noturna. Muito afetuosa ela me abraçava e conversava em tom de voz suave na tentativa de me acalmar, mas era só fechar os olhos... - Ainda não acabou. Eu vou acabar com a vida de quem você mais se importa! Dizia o encapuzado. Ele era o homem que me perseguia no escuro da noite. Era inevitável acord

