CAPÍTULO 15

1335 Palavras
ELOÁ 4 MESES DEPOIS Hoje finalmente estou voltando pro Brasil, eu não avisei a ninguém... era pra eu ir embora daqui a dois dias, mas conseguir vim antes, entrou outra brasileira na empresa e estamos voltando juntas, ela me chamou pra uma festa que vai ter perto da nossa casa, e descobrimos que moramos quase grudada uma na outra. Chegamos 18:00 da noite em casa e a festa é 19:30... chego em casa e mando mensagem no grupo da minha família perguntando se eles já prepararam algo especial pra minha volta, quero fazer uma surpresa pra eles amanhã de manhã, meu pai com certeza vai cair duro, acho que ele era o que mais estava ansioso pra minha volta. Me arrumo e a Petra passa na minha casa, que inclusive tá precisando de uma faxina... mas não é o momento. ●●● Chegamos e só tem pessoas com a fixa criminal certamente duvidosa, a Petra disse que todo ano tem essa mesma festa, eu moro perto e nunca sabia que tinha isso. Ele me apresenta aos amigos dela e ficamos dançando e bebendo. Até que olho e vejo o Pedro... e estranho porque ele odeia sair de casa, mas é ele sim e está com uma menina... eu poderia fingir que não tinha visto ele, pra ele curtir com a garota, mas ele me ver... e faz uma cara de surpresa, saio de onde estou e vou cumprimentar ele. - Oi Pedro - ele não responde e fica só me encarando - Oi, sou a Eloá - cumprimento a menina. - Sou a Karina, prazer - ela diz ainda abraçada com ele. - Não vim incomodar vocês, passei só pra avisar que voltei - falo direcionando o olhar a ele - vou deixar vocês a vontade... tchau Karina. - Tchau - ela responde sorrindo. Antes de chegar no outro lado da festa sinto alguém pegando no meu braço e me levando pro canto. - Porque você não avisou que vinha? - Eu não avisei a ninguém, eu só vim. - E porque isso? - E precisa ter um porque? eu só quis... agora vamos curtir a festa depois a gente conversa. Saio de perto dele e vou pro bar pegar mais bebida, quando volto começo a dançar junto com a galera da Petra que estão dançando também e o Pedro continua no mesmo lugar. Só um pouquinho que eu estou no Brasil já sentir a diferença da energia das pessoas, uma hora tá tocando eletrônica, depois vai pro pagode, pro brega, pro samba, pro funk... e todo mundo curtindo igual, essa energia caótica só existe no Brasil. ●●● Vejo a Karina se aproximar e vai beijar o Pedro e ele desvia, ele fala alguma coisa com ela, que vai embora. Ele vem na minha direção e eu finjo que estou nem vendo. - A gente pode conversar agora? - ele diz sério me olhando, enquanto eu continuo dançando. - Sério isso? - Sério - Tá bom Pedro, eu sei que você não vai quietar mesmo... vamos. Saímos da festa e entro no carro dele, e ele todo sério dirigindo. Não demora muito e chegamos na casa dele, que inclusive que casa... a única diferente no meio do condomínio, Pedro literalmente o isolado da família. Menina e é tudo de vidro, janelas de vidro, portas de vidro... só me vem uma coisa na cabeça. Privacidade é relativo né, a casa isolada do mundo mas exposta pra quem quer ver, eu adorei. Entramos direto na sala, gente ou eu sou uma s****a ou eu só fico imaginando besteira em tudo. ‐ Senta aí - sento no sofá e ele senta próximo - por que você não avisou? - Tem alguma coisa pra comer aí? eu estou com fome e ia mudar o que Pedro? de qualquer forma amanhã eu ia avisar a todo mundo... fazer uma surpresa pra todo mundo. - Eu ia te buscar ou seila... eu so sei que você chegou por um caso no meio de uma festa - ele levanta e trás algo pra comer. - Isso tudo é porque eu vi você com a menina lá? relaxa eu não me importei. - Não foi por isso, porque você também ficou com o seu amiguinho lá. - Ué então... não tem porque a confusão. - A gente conversa todo dia - Pedro o que foi? - largo o que estou comendo e vou atras dele - fala o que foi que aconteceu, porque você está bravo desse jeito, não é porque eu vim e não avisei, isso eu tenho certeza. - Quer saber, esquece... eu não tenho o direito de te dizer nada - fala saindo da cozinha. - Pra onde você vai? - Vou tomar banho. - E me deixar aqui? - A casa é sua, fique a vontade - fala subindo as escadas. Eu não sou louca, eu sei porque ele está assim... a gente já não estava mais conversando todos os dias igual antes, e ele tava diferente comigo, mas distante... a carta branca de fachada dele, por isso que muitas coisas dão m***a, um tá sendo sincero e outro não. Subo as escadas e vou atrás dele que não sou besta... entro no seu quarto e suas roupas estão em cima da cama, sinal que ele já está no banho. Entro no banheiro e sento no balcão da pia, não vou entrar no box... fico só observando ele. Até que ele nota minha presença. - Vai ficar me vigiando é? - Estou só matando a saudade. - E você la tava com saudade de mim. - Tava mesmo não - ele vira sério pra mim e dou risada, falei só pra irritar ele ... vendo ele tomar banho, da vontade de voar em cima. Ele sai do box e se enrola com a toalha e fica me encarando, depois vai pro quarto. - Porque você ficou com ele? - fala se jogando na cama de bruços e eu dou risada. - Mas você não me deu carta branca? - falo subindo em cima dele. - Era pra esta inválida - fala com a cara enfiada no travesseiro e dou risada. - Vira aí pra gente conversar direito vai. - Não - dou beijinho na sua nuca e sinto ele se arrepiar. - Vai Pedro - Não que você vai ficar estrategicamente onde não deve. - Vou não, como eu vou conversar com você de costas? - ele se dá por vencido e vai virando e óbvio que quando ele vira estrategicamente eu sento em cima dele, ele quando sente respira fundo e t**a o olho e eu me seguro pra não rir - você está ainda bravo comigo? - falo me aproximando do meu peito. Ele não diz nada, mas sinto suas mãos alisando minha b***a, desço mais o corpo e ficamos nos encarando até seus olhos descerem pra minha boca, vou de encontro com ele e nossos lábios se encontram. Meu Deus que saudades que eu tava dessa boca, o beijo começa lento... quando começa a esquentar ele separa do nada. - Você transou com ele? - ele pergunta e dou risada. - Não, nem com ele e nem com ninguém - ele fica me encarando - ficar esse tempo todo sem t*****r foi o maior sacrifício de todos, estou quase virgem de novo - ele agora que rir. - Aí você exagerou, e a gente não conversou. - Você ainda quer conversar mesmo? - Sim - desço do colo dele e deito do seu lado. - Tá começa. - Quem foi o cara que você ficou? - Ué não foi você que disse que não queria saber de nada? - Responde - O Lorenzo. - A não Eloá - diz levantando. - Você conhece o Lorenzo? - Sim, e odeio ele... e olhe lá a coincidência, ele também me odeia - não consigo não rir. - Aí foi m*l, não tinha como eu saber - ele me olha respira fundo e vai pro closet.
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