A paz na Torre Tenorio durou exatas quatro horas. Eu estava no meu escritório privado, tentando me concentrar nos manifestos de carga, mas minha mente voltava para a sala ao lado, onde Lara estava. A porta se abriu com um estrondo, trazendo-me de volta à realidade. Russo entrou sem bater. O rosto dele, geralmente uma máscara de pedra, estava retorcido de urgência. — Don Juan. Estamos sob ataque. Larguei a caneta. — Quem? — Guerrero — Russo cuspiu o nome. — E é pessoal. Homens dele interceptaram três caminhões nossos na Rota do Rio de Fevereiro. Agora. À luz do dia. Levantei-me, caminhando até a parede de vidro. A fumaça preta já manchava o horizonte na direção da saída sul. — Roubo de carga de novo? — Perguntei, sentindo um gosto metálico na boca. — Não — a voz de Russo ficou grav

