O silêncio voltou à cobertura, mas não era o mesmo silêncio de antes. Não era vazio. Era pesado, denso, cheirando a sexo, suor e rendição. Rolei para o lado, saindo de cima dela, mas mantive um braço ao redor da cintura de Lara, impedindo que ela se afastasse muito. O sofá de veludo, que antes parecia um trono de luxo, agora era apenas um campo de batalha desarrumado. Lara estava com os olhos fechados. O peito dela subia e descia em um ritmo irregular, tentando recuperar o fôlego que eu havia roubado. O vestido vermelho estava arruinado, a seda amassada, subida até a cintura, uma das alças arrebentada. Ela parecia uma obra de arte vandalizada. E nunca tinha estado tão bonita. — Isso não muda nada — ela sussurrou, a voz rouca, sem abrir os olhos. Sorri, passando a mão pelo cabelo úmido

