A entrevista!

1999 Palavras
_ Ana treme de medo em pensar que ficará com um vampiro no mesmo local e a noite, ela pede para remarcar, mas, Suzi diz que foi o único horário que conseguiu, ela sem ter para onde correr, concorda com as opções que tem e se prepara para ir ao encontro da morte! Ana toma banho na empresa e pega uma roupa formal que encontrou em seu armário, ela sempre tem para eventualidades, vestindo uma saia preta social e uma blusa leve floral de mangas compridas, ela põe um salto fino vermelho e prende o cabelo em um coque alto, pega a sua bolsa vermelha e usa o perfume da Gucci que mais gosta. Coloca brincos de pérola e colar simples de prata com pingente de sereia que o seu ex havia lhe presenteado, se olha no espelho e percebe que deveria se vestir assim pela manhã, mas, não pôde, pois, saiu atrasada! Ela chama um táxi e vai para a floresta Rosetown, percebe que a mesma tem o nome de Josephine, pode ser que a floresta seja dela, parando para pensar que nunca viu esta senhora em sua vida, pensa em como será que ela é, mas, para de pensar qualquer coisa quando o motorista diz que irá deixá-la ali no portão, pois tem medo de vampiros, ela paga e desce, quando ele sai, ela o chama de frouxo, mas, o mesmo não escuta. Em frente a entrada da mansão, ela olha aquele grande portão, quando pensa em tocá-lo, ele abre sozinho. - Ótimo Ana Olivier, agora ou nunca você deve trazer este contrato, mas, será que sua vida vale isso? _ Ana chegou na mansão de Josephine Rosetown, ela vê os portões abrirem diante dos seus olhos e admira sua grandiosidade, um senhor aproxima-se, ele se apresenta como o mordomo da casa, "-mordomo? Hum, estamos na idade das trevas?", ela pensa consigo mesma, mas segue o homem pelo caminho de pedras brilhoso, os canteiros com rosas-vermelhas chamam sua atenção, ela vê vários tipos de flores no jardim, muito bonito, mas, a luz do dia deve ser muito mais, já não está mais tão assustada. - Senhor, pode me falar como é a senhora Josephine? Sabe, tenho, na verdade, um pouco de medo dela! Bom, tenho medo de monstros em geral... _ O mordomo corta Ana secamente, ele conta que também é humano e trabalha para Josephine há muitos anos e que sua família também a serviu assim, que não há motivos para medo, mas, que seja respeitosa e não brinque com ela, pois apesar de ser tranquila, tem um temperamento explosivo! Ana imagina que deva ser uma senhora bastante velha, então, pelo menos bastante antiga, ela pergunta a idade de Josephine, seu mordomo diz não saber, mas, que chega perto de uns quatrocentos anos, Ana arregala os olhos e se surpreende, sua expressão de surpresa tira um sorriso do homem, ela a olha e apenas responde com elegância: - Se for uma pessoa de mente aberta para falar com monstros, vai perceber que a minha senhora é muito inteligente, sábia, fora uma rainha, por isso não a olhe diretamente e reverencie, quando ela permitir, olhe para ela, entendeu? _ Ana diz que sim e sua expressão muda de medo para terror total, ela não sabe o que irá encontrar, se aproximam da entrada e seu coração dispara de medo e suas pernas tremem! O mordomo abre a porta grande de madeira vitoriana, ele permite que Ana entre, ela por sua vez, coloca o seu pé direito na frente, para dar sorte! Ele pede que ela aguarde na sala ao lado, uma baita sala, de frente a uma escada em curva e que leva ao segundo andar da mansão, ela observa cada detalhe, um grande sofá de couro vermelho adorna o ambiente, quadros raros e várias obras de arte espalhadas pelos cantos, uma imensa estante, o que ela gosta bastante, pois lê muito, não há aparelhos de televisão ou som, o que não é uma surpresa, dado a idade da mulher, não haveria de ter mesmo! Ana se aproxima da estante, um livro lhe chama a atenção, "Drácula de Bram Stoker", ela sempre sonhou em ler aquele livro, mas, a oportunidade de tê-lo nunca se apresentou, pois, na época atual é muito raro, ela o pega sem cerimônia, abre as páginas e se depara com uma imagem antiga de Drácula, segurando Lucy em seus braços completamente nua, ele a morde no pescoço enquanto a possui em uma pedra de sepultura. - Drácula amava Mina, mas, a sua procura o levava para Lucy, assim poderia se aproximar de seu amor de séculos passados, assim como eu, Drácula procurava por seu amor de uma vida, pela eternidade! _ Ana paralisa, ela ouve a voz da vampira atrás de si, lembra do que o mordomo falou e colocando o livro novamente na estante, ela abaixa a cabeça e não faz contato visual, reverência a vampira, ela pode ver o fim de seu vestido e continua abaixada, é um vestido longo e vermelho, justo, pois para a época, ela não usaria balão, certo? Bom, não pode ver muito, mas, nota a elegância com que a mulher fala. - Desculpe-me o atrevimento senhora Josephine, não queria ser descortês! _ Josephine ri de Ana, ela chama o mordomo e quando ele aparece, pergunta se mandou que a menina fizesse isso, ele diz que sim e ela ri com ele. - Marlos, você gosta de colocar medo em meus convidados, não é mesmo? Acho que voltarei a castigar meus subordinados! _ Ele fica sério e se desculpa com Ana, diz que fora uma brincadeira, para quebrar a tensão! Ana se levanta e, fica paralisada com o que presencia, não é apenas uma vampira ali, é uma bela vampira, uma mulher linda, de cabelos negros e olhos esverdeados, mas, brilhantes, ela não parece em nada uma senhora, não aparenta ter mais de vinte cinco anos, e isso faz com que Ana fique chocada, ela esperava uma senhora mais velha e com jeito de uma rainha antiga, nunca vira um vampiro tão lindo como esta mulher, nem os que trabalham com ela tem essa beleza, eles parecem normais, principalmente as mulheres. _ Deve se perguntar o porquê sou tão jovem não é mesmo? Nunca viu um vampiro antes? _ Ana abre a boca para falar, mais a sua voz não sai, ela não consegue olhar para nada que não seja os olhos lindos de Josephine, não sabe ao menos o que faz ali, mas, tenta! - Senhora eu... , desculpa, eh... , não sei o que dizer, não parece uma senhora, bom... , parece uma mulher, perdão! _ A vampira sorri, pensa que aquilo foi um elogio, na verdade, não costuma ter muitos convidados humanos e os poucos que conheceu, não foram tão educados quanto ela. - Senhorita Ana, suponho, bom, vamos deixar as convenções de lado, não precisamos, aprecio sua educação em não me chamar de velha, mas, tenho quatrocentos anos, minha beleza é uma recompensa pelas vidas que tirei, não me orgulho dela! _ Ana não acha que seja uma recompensa, mas, também não pensa que seja uma maldição, ela pensa que se esta mulher é assim tão estonteantemente linda, deve ser por algum motivo, que seja o qual for, mas, ela tem um trabalho ali e esqueceu completamente, pois, uma beleza como a de Josephine não passa despercebida, ela convida Ana a sentar-se, as duas ficam frente a frente, então Josephine pede que Ana fale sobre a reunião que marcou! - Senhora, a minha... _ Josephine a corta no meio de sua frase. - Não me chame de senhora, não sou casada! Me chame apenas pelo nome ou se preferir Jose, é o meu apelido! _ Ana não pode chamá-la pelo apelido, não são amigas ou conhecidas e também por estar ali a trabalho, uma entrevista para ser a nova usuária do aplicativo de sua empresa ou talvez, a mais nova sócia da empresa, mesmo contra a vontade de seu chefe! - Josephine, estou aqui para fazer uma proposta, em nome da empresa que trabalho e disso depende o meu emprego e de todos os seres de lá, precisamos de vampiros para os prospectos de relacionamento do aplicativo Paly With Me, a senhora será a nossa estrela, entrando para o banco de relacionamentos por meio dele, traria uma massa de monstros que nos traria também de volta a ação, o que acha? _ A vampira sorri, sua gargalhada ecoa pelas paredes da mansão Rosetown, ela não para e Ana pensa que falou alguma piada, mas, não se altera e pergunta qual o motivo do riso! - Posso perguntar se disse algo engraçado senhora? Digo... Josephine! _ A vampira se põe séria, ela olha para Ana e levanta do sofá, andando pelo chão e olhando para ela pensativa, neste momento Ana se perde me seu vestido, olhando com é lindo, suas joias e maquiagem, lábios vermelhos como sangue, os cabelos soltos, parte deles caindo por seus fartos s***s em um decote "V" longo que chega ao seu tórax, quase alcançando seu umbigo, o vestido sereia tem cauda longa e arrasta ao chão, é como se ela estivesse em um baile, Ana se pega analisando tudo na vampira, até que percebe corar, ela percebe que olha para os s***s de Josephine, e a vampira percebe, ela joga os cabelos para trás e nota que a respiração de Ana fica mais pesada, prendendo as pernas e colocando as mãos no colo, como se quisesse esconder algo mais forte. - Não que haja sido algo que disse, mas, a proposta de relacionamento por aplicativo não me tarai nem um pouco. Já tive relacionamentos que não me levaram a lugar algum e essa coisa de aplicativos não me deixam à vontade! Como posso conversar com uma pessoa e conhecê-la sem olhar nos olhos? Saber que me deseja ou se apenas está me seduzindo para usar-me? _ Ana reflete sobre o que ela pensa e explica como o aplicativo funciona, ela pede que a vampira sente-se ao seu lado, mostra o aplicativo e explica que ao se cadastrar, aparecerão muitas pessoas compatíveis com ela conforme o seu perfil e seus dados, se a pessoa indicada for de seu agrado, ela pode clicar em jogue comigo e conversar, marcar encontro em lugares com público, para haver testemunhas e garantir que ninguém seja violado! - Então haverá encontros pessoalmente, certo? Como cadastra o aplicativo? _ Ana pede para a vampira sentar-se ao seu lado, ela mostra para Josephine o aplicativo aberto e pede os seus dados, tranquilamente Josephine passa e ela coloca uma foto, logo o aplicativo mostra pessoas e monstros diferentes que se assemelham ao gosto pessoal dela, Ana observa quando ela olha para o telefone em sua mão, os seus olhos sem uma ruga de expressão, sua boca carnuda e sente o seu cheiro maravilhoso que a hipnotiza, ela percebe se afasta vagarosamente da vampira, que percebe e levanta, ela pensa e pergunta qual seria a outra opção se ela não quiser ser a atração principal, Ana lhe informa que uma sociedade também seria viável, mas, que a presença dela para encontros traria mais satisfação ao público, pois, é uma vampira em potência e como é solteira e muito cobiçada, pode atrair mais pessoas e vampiros, sendo o público que eles realmente precisam para se candidatarem ao posto de parceiros românticos, trará mais sucesso a empresa, eles se escondem muito e por este motivo há muito mais de outras espécies que vampiros. A vampira encontra uma forma de se livrar, mas, ao se negar, Ana implora para que ela dê uma chance ao marketing e ao amor, este que ela não procura sozinha, por medo, ou seja, o que for que a impeça de estar com alguém. - Tenho mais uma pergunta. _ Ana a libera de fazer a pergunta e a vampira então manda algo que ela não imaginava! - Você está neste aplicativo? Não vi o seu perfil!
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