Estranho familiar

1642 Palavras

Luísa Conversamos por horas, e em algum momento, percebi que já era madrugada e eu não queria parar de conversar com ele. Eu me sentia bem na presença dele, o medo estranho de mais cedo, sendo deixado pouco a pouco para trás. Choramos algumas vezes, e quando ele me entregou uma caixa grande e pesada de madeira, eu vi nele o menino que um dia ele foi. Os olhos suaves e brilhantes. Um meio sorriso. - O seu irmão teria me socado se visse isso. - Ele admitiu e eu sorri com ele, porque eu sentia o carinho que ele colocava em cada menção que fazia para as pessoas que um dia foram a minha família. - Ele era legal, segundo você. - Falei abrindo a caixa. - Ele era o melhor do mundo em tudo. - Ele suspirou, quando eu peguei a primeira foto, que era minha. - Eu confesso que estou perdido na

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