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1764 Palavras

83 — Juliana Narrando Minha mão ainda latejava do soco que eu dei na cara dele. Eu olhava para os meus nós dos dedos e via um pouco do sangue do lábio dele ali, mas a minha alma estava tão lavada que eu nem sentia dor. Eu já imaginava que o Diego pudesse agir daquele jeito. No fundo, que homem não desconfiaria? Quatro anos sumida, voltando com um papo de doença e conta de hospital... qualquer pessoa pensaria que era golpe. Ele estava no direito dele de duvidar, mas ele não tinha o direito de falar do Pedro. Do meu filho, não. Eu não ia desistir. Se ele achava que o Urso era brabo, ele não conhecia a Juliana que o mundo moldou nesses quatro anos. Eu ia fazer da vida dele um inferno, eu ia cercar ele, eu ia gritar pro morro inteiro até ele enfiar aquela agulha no braço e fazer a p***a do

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