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1195 Palavras

120 - Urso Narrando Eu estava saindo daquele quarto, sentindo cada passo como se fosse um prego entrando na minha coluna, mas eu não ia sair de lá por baixo. No corredor, dei de cara com o tal Henrique. Parei na frente dele, ignorando a tontura da anestesia que ainda queria me derrubar, e encarei o sujeito bem no fundo da alma. Cheguei perto, perto o suficiente para ele sentir que o "paciente" tinha ficado lá dentro da maca. — Tu tem sorte... — sussurrei, a voz saindo lá do fundo do peito, pesada de ameaça. — Tu tem sorte que a vida do meu filho tá na tua mão agora. Mas não se empolga não, doutor. Eu tô de olho em cada movimento teu. O cara ficou estático, sem saber se chamava a segurança ou se enfiava a cara no prontuário. Eu dei um sorriso de lado, aquele que faz o inimigo tremer o jo

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