CAPITULO 17

1126 Palavras

SOMBRA NARRANDO A boca e o morro nunca dorme. Eles só muda de ritmo. Naquele dia, eu tava desde cedo resolvendo as paradas do morro. Cobrança atrasada, fornecedor pressionando, moleque novo querendo provar que é mais do que realmente é. O Fera preso bagunçou muita coisa, mas não desmontou a estrutura. Ele deixou tudo organizado antes de cair. E enquanto ele tá lá dentro, sou eu que seguro. Não por vaidade. Por necessidade. Se alguém vacila, o sistema engole. Eu tava sentado na minha sala, janela aberta, o som do morro vivo lá fora — moto subindo, criança gritando, rádio estalando aviso — quando um dos caras me acionou no rádio. — Sombra… a Samira tá aqui fora querendo falar contigo. Levantei o olhar devagar. — Samira? — Samira. Na hora, eu soube que aquilo não vinha coisa boa

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR