Maju narrando Eu odeio hospital. O cheiro de álcool, o barulho constante das máquinas, aquele silêncio pesado que nunca é realmente silêncio… tudo me deixa inquieta. E, pra piorar, eu tava ali deitada naquela cama branca demais, com um acesso no braço e o Sombra sentado do meu lado. Confesso que eu tava um pouco desconfortável por estar ali com ele. Não era pelo cuidado. Não era pela presença. Era pelo que tinha ficado entre a gente. Pelo que ele fez. Pelo que eu senti. Pelo que ainda sinto. — Você pode ir resolver suas coisas — eu falei, sem olhar pra ele. — Eu tô bem. Ele nem piscou. — Eu vou ficar aqui até a médica te liberar. E você nem discute. O jeito firme, a voz baixa, aquela segurança irritante que sempre me desmontou. Eu respirei fundo. Não adiantava discutir. Quando o S

