—Eu sentiria muita pena pela pedra, porque temo que sua cabeça seja mais dura —respondi em tom de brincadeira, mas não esperava que ele devolvesse. —É a outra cabeça, a que está dura. —Para de sexualizar tudo! O que há com você? —Só estou devolvendo a brincadeira, mas se você quiser... Tirei suas mãos do meu rosto e toquei a dele. —Está um pouco quente —pensei—. Por isso está falando besteira, embora não haja tanta diferença quando é normal. Ai, Deus, será que essa noite vai ser interminável? Depois de usar toda a minha força para tirá-lo do carro e levá-lo para o meu, não me restava forças para dirigir. —Acho que quebrei uma costela... —suspirei ofegante—. Mas não posso ficar aqui. Estiquei os meus músculos antes de voltar ao meu lugar, ouvi um osso estalar e quase gritei de dor.

