Antonella narrando — Eu mato o Salve — ele disse no telefone, sua voz fria e calculista. — Mas preciso que você tire o Nolasco da boca e do morro. Preciso que chame a atenção dele. — Eu... não sei... — hesitei, tentando processar o que ele estava pedindo. — Vai baixar a p***a da guarda agora, c*****o? — ele vociferou, impaciente. — Salve te ameaçou e deixou claro que não vai mais te ajudar. Ele já é teu inimigo, só falta você aceitar. Eu engoli seco, meu coração disparando. — Ok — concordei, quase sem pensar. — Eu vou dar um jeito. Desliguei o telefone e sentei na cama, tentando acalmar a respiração. Não queria Salve morto. Por mais que ele tivesse cruzado a linha, isso era um peso que eu não queria carregar. Mas talvez fosse verdade... ele podia ser um inimigo em potencial. M

