Capítulo 5

1034 Palavras
No dia seguinte, Marina acorda um pouco menos empolgada para trabalhar porque sabe que irá se encontrar com Rebecca lá, mesmo assim, ela deixa esses pensamentos negativos de lado e se levanta, indo direto para o banheiro. Ela toma seu banho e hoje escolhe um conjunto de colete com saia na cor bege e após se vestir decide passar apenas um blush para realçar as maçãs de seu rosto, uma máscara de cílios e um gloss rosado, pensa que talvez sua maquiagem de ontem possa ter sido o motivo de Rebecca ficar a encarando. Depois disso, Marina sai do quarto e vai até a cozinha, mas encontra sua avó sentada no sofá com um novelo de crochê do lado. — Bom dia, mãe. Fazendo crochê logo cedo? — Marina diz. — Sim, não tive uma noite muito boa, então decidi fazer algo para ocupar a mente. — responde. — O cafe já está passado. — Tá bom. Vou fazer um misto quente pra gente, já volto. — diz e se retira da sala e vai pra cozinha. Marina abre a geladeira pegando a bandeja de presunto e mussarela, e coloca em cima da pia, depois ela vai até o armário onde pega o pão de forma, e o abre. Ela vai intercalando entre as fatias dos frios e as fatias de pão, passa um pouco de manteiga em cima da última fatia do pão e coloca na sanduicheira. Marina segue até o outro armário, pegando dois pratos e dois copos, e os colocando em cima da mesa, enquanto espera os pães ficarem prontos. Assim que ficam prontos, Marina os tira de lá, colocando um em cada prato e leva até sua avó, depois leva o café e comem em silêncio. Logo depois, Marina vê que precisa ir andando se não irá se atrasar. — Tchau, mãe. — diz ela se despedindo da sua avó. Marina passa no sofá pegando suas coisas e sai pela porta, destravando seu carro e entrando com pressa, logo dá a partida rumo ao seu emprego. Quando chega, faz o mesmo processo do dia anterior, passando pela recepção cumprimentando Débora e já sobe para sua mesa. Assim que chega no andar, avista Rebecca no cantinho conversando com uma outra moça que está de costas, e quando vê Marina, ela começa a encará-la novamente, fazendo com que a moça também se vire e Marina percebe que era Chloe. As duas seguiram encarando Marina por alguns instantes, enquanto ela ligava seu computador e se organizava em sua mesa. Alguns minutos depois Gabriel sai de sua sala, indo ver se Marina já havia chegado, alguma coisa nela ontem lhe chamou muita atenção e ele precisava falar com ela sobre algumas das funções que ela teria hoje, fora que ele tinha uma festa para organizar e precisava de ajuda, e aquele parecia o desafio perfeito para ver se Marina realmente estava apta para ficar no cargo em que foi contratada, teria que provar pra ele seu valor e sua competência. — Bom dia. — disse ele passando por Rebecca e Chloe, que assim que ele passou a conversa entre elas se dispersou, com cada uma indo para sua mesa, realmente trabalhar. Chegando perto da mesa da jovem que ainda não o havia notado, ele a cumprimenta bem baixinho. — Bom dia, Marina. — diz e mesmo tomando certo cuidado para não assustá-la, ela se assusta, porque querendo ou não aquele homem a assustava. — Bom dia, senhor Gabriel. — Como está? — Estou bem e o senhor? — perguntou, mas estava olhando para o outro lado para ver se alguém os observava conversando. — Estou bem também. Você viu o bilhete que lhe deixei? — perguntou olhando nos olhos dela, e Marina corta o contato visual, procurando pelo tal bilhete e o encontra colado na gaveta da sua mesinha, ela o pega e começa a ler. — Certinho senhor. — responde. — Mas eu também gostaria de ver se você pode ficar até um pouco mais tarde hoje, preciso de uma ajuda a mais para organizar uma festa aqui na empresa. Você tem disponibilidade? — pergunta com uma pose autoritária. — Sim, senhor. — responde um pouco tensa. — Ok. Agora que já conversamos, vou te deixar fazer seu trabalho, mas qualquer coisa pode ir até a minha sala. — diz e já vai se retirando de perto da jovem. — Tá bom. — Marina responde e depois que ele se vai, ela solta um longo suspiro aliviada. Se sentia muito intimidada com Gabriel perto dela. Ela então se sentou, por fim, em sua cadeira e começou a trabalhar. Hoje ela teria que realizar pesquisas sobre leis e regulamentos sobre um julgamento relacionado a porte ilegal de armas, e só de ler esse tipo de coisa, Marina ficou um pouco incomodada, mas logo deduziu que algum cliente estava envolvido com aquilo e sua função era passar todas as leis e regulamentos para um documento e enviá-lo para Gabriel, que ele provavelmente representaria esse cliente, mas foi inevitável não pensar em si mesma, e em como faria se aparecesse um cliente daquele tipo pra ela. Marina certamente não iria aceitar, mas aquilo poderia arruinar sua carreira, porém sempre teve para si que construiria sua carreira longe das sombras do crime que domina sua cidade. A criminalidade anda crescendo muito em sua cidade, e muitos homicídios acontecem de uma hora pra outra e com pessoas inocentes e trabalhadoras, que são julgados como os mais fracos, mas Marina não queria ter que representar algum criminoso. Depois de fazer a parte mais tensa do dia, Marina realizou funções mais tranquilas e fáceis, como, por exemplo, estratégias de defesa e propôs soluções para os casos que foram colocados na mão dela para serem analisados, ela também revisou contratos e os atualizou conforme as especificações dadas, e quando acabou tudo, envio os arquivos para Gabriel por e-mail. Então, viu as outras colegas de trabalho em movimentação, pegando suas coisas e olhando no relógio, se deu conta de que já era a hora do almoço, onde podia sair da empresa, tomar um ar na pracinha ali perto ou até mesmo dormir na área de arquibancadas que tinha no fundo da empresa.
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