A luz atravessava os vidros amplos da sala de reuniões, criando feixes dourados sobre a mesa de mármore n***o. Era o início de mais uma manhã na minha rotina meticulosamente programada. O tipo de manhã que, em outros tempos, teria passado sem sobressaltos. Mas naquela terça-feira, algo dentro de mim parecia fora do compasso. E eu sabia exatamente o nome que carregava essa desordem: Amélia Andrews. Encostei-me à borda da mesa, enquanto Brown permanecia junto à janela, com o rosto impassível, braços cruzados atrás das costas — sempre correto, sempre preparado. Ao redor, outros editores, os seus respectivos acionistas e o senhor Martin, o diretor editorial, já haviam se acomodado, trocando cumprimentos frios e frases padronizadas. Todos aguardavam a chegada dos cinco novos nomes em ascensão.

