Então, certa noite, ele me pediu para aproveitarmos o treino e ensaiarmos uma cena do filme enquanto dançávamos. A princípio não vi problema e aceitei, mas ao pegar o roteiro e ler do que se tratava, amaldiçoei a mim mesma por ter dito ‘’sim’’ cedo demais. Era uma cena escandalosamente romântica, com diálogos cheios de duplos sentidos entre o seu personagem e o da garota que fazia sua parceira de dança. Li horrorizada, imaginando como conseguiria sobreviver àquilo. Apesar do pavor, procurei memorizar o texto o melhor que pude, então dessa vez, quando ele me segurou pela cintura, estava tão tensa que resolvi não olhar para seu rosto, fixando minha visão em seu peito, olhar seus olhos seria demais para mim nesse momento. — Pronta? — Diogo perguntou, enquanto começávamos a nos mexer. — Sim.

