A noite estava linda, a lua cheia, muito branca, brilhava sobre nós, e tochas fincadas no chão indicavam o caminho que tínhamos de seguir pela praia. Uma enorme canoa nativa nos aguardava, Diogo entrou primeiro, me estendendo a mão e me ajudando a subir. Sentamos lado a lado, o mar estava sereno e tranquilo, e começamos a nos mover no suave balanço das ondas. Embora a paisagem fosse de tirar o fôlego, estava superconsciente de sua presença, de como seu braço estava ao redor dos meus ombros, do calor que sentia do seu peito na palma da minha mão, dos seus lábios na minha testa. Foi uma viagem curta. Logo avistamos a casa flutuante reservada só para nós, toda iluminada. Saltamos da canoa, agradecemos o romântico passeio, ficamos ali na varanda e subitamente nos vimos completamente sozinhos

