Diogo Já era a segunda vez que eu tirava a mão da Anabel da minha perna, mas a mulher parecia ter mais tentáculos que um polvo. Ela não parava de falar do filme a que havia assistido, de como tinha gostado, como me achou maravilhoso e por aí ia, falava, falava e falava sem parar. Toda vez que eu tentava dizer alguma coisa ela me atropelava. À medida que o tempo passava meu pavor só aumentava, e quando vi a Malu e a Aisha voltando, entrei em pânico. — Anabel, olha, foi muito bom te rever, mas acho melhor você sair agora, está ficando tarde. — Eu disse, apressado. — Sair? Mas eu acabei de chegar, e ainda é cedo, tolinho! — Retrucou, colocando novamente a mão na minha perna. Foi nesse momento que a Malu chegou, fazendo a fatídica pergunta: — O que está acontecendo? Assisti horrorizado

