— Por que não? — Perguntou, surpreso, erguendo o rosto, mas ainda sem me soltar. — Não está bom pra você? — Não é isso, muito pelo contrário. — Ao me ouvir dizer aquilo, ele sorriu, avançando novamente, mas o parei com um gesto. — É que estamos indo pra casa, papai e mamãe estão lá, e vai ser muito suspeito se eu chegar com o pescoço marcado. — Falei, tentando explicar racionalmente. Ele me olhou longamente antes de responder. — Está bem, você tem razão. —Ele disse, se afastando. Dei a partida no carro e saímos dali, e um silêncio estranho se instalou entre nós. Olhei pra ele de esguelha, e reparei que estava sério, quase carrancudo. — Está zangado comigo? — Tomei a coragem de perguntar. — Não. — Respondeu sem olhar pra mim. — Só estou muito irritado. — Comigo? — Quis saber, nervosa

