Cap 7

2038 Palavras
Samantha Braga A volta para casa foi silenciosa, eu amo meu trabalho, amo minhas amigas mas aquele lugar me abraça e fico triste toda vez que tenho que ir embora, Edu na direção e Fred ao lado dele cochilando e eu atrás mexendo no celular, o trânsito tá bom e ainda é de manhã e vamos chegar em São Paulo antes do almoço. — c*****o — xingo alto. — O que foi Sam? — Edu pergunta. — Mensagem da Karyna, meus pais estão na casa dela. — Fazendo o que lá? — É o que eu vou descobrir assim que a gente chegar lá. — Respondo a Karyna avisando que já estou chegando a capital e volto a viajar em meus pensamentos, sou filha única por isso que eu e as meninas somos próximas porque elas também são, Karyna quis ter família grande e hoje tem quatro lindos filhos, Laura teve uma, adotou outro e agora espera a terceira, o que fico pensando é se um dia eu vou conseguir me curar desses monstros e ter uma família igual a delas, o que eu fiz no passado reflete em mim seriamente hoje, minhas amigas nunca vão me perdoar por ter sido fraca, por ter deixado esse homem me manipular dessa forma. — Sam, vamos direto pra casa da Karyna? — Edu pergunta me tirando dos meus pensamentos. — Não, vamos em meu apartamento primeiro sei que depois desse encontro vou precisar sair de moto e preciso pega - lá, trocar de roupa e só depois eu vou. — Edu assente e volta sua atenção para estrada, depois de um tempo chegamos em frente ao meu predio, meu amigo estaciona, me despeço dele e do Fred e subo. Tomo um banho rapido, coloco uma calça jeans clara, uma blusa regata branca, um coturno preto e pego minha jaqueta de couro e desço indo em direção a casa da Karyna. [....] — Boa tarde? — Falo e todos que estão na sala se viram para me olhar, Karyna, e meus pais junto com a Ana. — Minha filha. — minha mãe levanta e vem me abraçar chorando — Samantha eu estou morrendo de saudades filha, são oito meses que você não vai lá em casa, sempre falando que está sem tempo, chamadas de vídeo e ligação é bom pra eu saber que você está bem, mas mãe precisa de abraço, de sentir o filho, quando você for mãe vai saber do que eu falo. — Desculpa mãe, vou aparecer mais vezes. — Falo abaixando a cabeça. — Eu vou ver as crianças fiquem a vontade, Ana por favor você pode servir algo para eles beber — Karyna fala e vai saindo da sala subindo as escadas em direção ao quarto das crianças. — Samantha como você fala que não tem tempo para nos visitar mas tem tempo de visitar a mãe do Edu. — Dessa vez é meu pai que fala. — Papai, foi um passeio só isso — Minha voz sai baixa. — Filha você está bem? Está se alimentando? Samantha eu te liguei ontem e hoje muitas vezes e você não atendeu, entendo que você é adulta e não precisa dar satisfações para nós porém somos seus pais e te amamos, também sentimos sua falta minha filha, nem mesmo sabíamos seu endereço novo, a Laura que nos deu quando encontramos ela no hospital hoje. — Levanto minha cabeça e olho para eles. — O que houve? Porque vocês estavam no hospital? — Levanto preocupada e sento do lado do meu pai. — Me desculpem eu amo muito vocês, e prometo que vou ser mas presente, mais me digam o que aconteceu para que fossem ao hospital? — Não aconteceu nada filha, fomos fazer check - up só isso. — Respiro aliviada. — mas eu quero muito que você volte a ser a Samantha de antes, doce, que ia para a igreja, que sentava pra tomar café da manhã comigo e com seu pai. — Mãe aquela Samantha não existe mais, eu sou um mulher, adulta e independente. Não quero que crie espectativa em relação a isso. — Minha filha queria saber em qual momento eu permiti você se perder assim, se afastar de Deus, se afastar de nós, Samantha uma mulher com princípios não tem esse comportamento de ficar com homens sem compromisso como você faz, você precisa casar com um homem de Deus.— Além do meu passado o que me afasta também dos meus pais é essa mania de querer que eu siga o que a religião deles impõe, eu acredito em Deus fielmente, e temo o que acredito ser fundamental para um pessoa, pois quem teme a Deus pensa no que vai fazer com medo da cobrança. — Mãe não vamos começar com essa história, eu respeito vocês e sua religião, mas não vou seguir como vocês querem, eu vivo minha vida do jeito que eu gosto, e eu não quero formar familia com ninguém. — Falo já alterada pois isso tira a minha paciência. — Bom já que você insiste em viver na fornicação eu e seu pai não temos mas o que fazer aqui, vamos Antônio — Minha mãe levanta e sai com meu pai logo atrás , quando chega na porta ela para e olha para mim — Que Deus te abençoe e te proteja minha filha, eu oro por você e eu te amo, não se esqueça nunca que quando a mãe está de joelhos os filhos ficam de pé. — Ela fala isso e sai, meu pai vem até a mim e deixa um beijinho em minha testa e logo segue a minha mãe, quando vejo a porta se fechar permito minhas lágrimas cair enquanto fico estática parada olhando para porta, com os meus braços eu abraço meu corpo enquanto soluço colocando pra fora todo meu sofrimento, sem que eu espere sinto braços me abraçando forte, Karyna me abraça por trás me apoiando, me viro de frente pra ela e aperto ainda mas nosso contato. — Chora minha amiga, coloca pra fora o que te faz m*l. — Karyna fala alisando minhas costas, um tempo depois percebendo que eu estou mas calma ela me senta no sofa. — Sam, o que você guarda tanto só pra você, se abre pra mim, sou eu sua amiga. — Um dia eu farei isso, mas não vai ser agora. Agora me fala como estão as crianças? — Sempre se fazendo de forte né, pois saiba que até os fortes precisam de abraços, e as crianças estão bem, o Davi cuidou deles. — Que bom, agora eu vou indo, preciso me organizar pra amanha, tenho que levar o seu marido até Boston, mas você já sabe né? — deixo um beijo bem demorado na bochecha da minha amiga e chefe e saio, na verdade preciso pilotar e pensar na minha vida, com esse pensamento eu coloco meu capacete e dou partida na minha máquina que foi presente de aniversário dessa minha amiga doida, uma BMW k 1600 Bagger, uma verdadeira fortuna em duas rodas, lembro que passei m*l e quase desmaiei quando a doida me entregou a chave e mandou que eu fosse até a garagem dela pra ver a moto que ela tinha comprado, quando vi aquela máquina meus olhos brilharam, no banco tinha um cartão com meu nome, quando li comecei a tremer e nem sabia como reagir. Meus pensamentos vagam quando estou pilotando, eu não paro um só minuto de pensar em como aquele homem dominou minha vida, com aquele papinho mole me conquistou e levou minha inocência, me transformando nesse bloco de gelo que sou hoje, já me vejo daqui a uns anos sozinha cuidando dos catarrentos das minhas amigas para elas irem namorar com seus maridos. Laura e Karyna tiveram muitos filhos, credo, acho que não vou dar conta. Me pego rindo dos meus pensamentos, com isso paro em uma praça que nem sei onde é, estaciono a minha moto e desço indo até o pipoqueiro e comprando uma pipoca salgada com bacon, sento na grama e me encosto na árvore e sinto meu estômago roncar ao sentir o cheiro delicioso da pipoca aí eu lembro que não almocei e a tarde já chegou, em minha frente tem um parquinho com várias crianças brincando e assim eu me perco viajando, as crianças brincam repetidamente nos mesmo brinquedos, e nao enjoam e se os pais tiram elas choram, são lindas e puras mas não são para mim. — Estou aqui a dez minutos parado tentando desvendar seus pensamentos, mas confesso que não faço ideia. — Levo um susto e saio dos meus pensamentos com Davi falando com sua voz grossa. — Aí que susto homem — Levo minha mão ao peito — Estava só admirando as crianças brincar, é repetitivo e elas nem se importam. — É, os adultos que complicam demais, fugindo e até mesmo se escondendo. Então não vai me dizer o que te fez sair da casa da Karyna e se isolar aqui? — Eu não estou isolada, eu gosto de ficar sozinha as vezes, para pensar. — Falo sobre o olhar curioso de Davi, neste momento meu telefone recebe uma notificação do RH da empresa. — Férias, Karyna está me dando quinze dias de férias. — Isso não é bom? — Ele abre aquele sorriso que p**a que pariu me faz lembrar da nossa noite, e então me lembro também da foto que o descarado me mandou. — Davi porque me mandou aquela foto, saiba que eu não gostei. — falo tentando ficar séria e ele solta uma gargalhada. — Você nunca ouviu o ditado que temos que dar para receber, porém você me decepcionou receu e não deu — Aperto os olhos em sua direção e ele gargalha mais aínda. — Tô com fome, vamos pra meu apartamento lá eu faço a espacialidade da casa, macarrão ao molho branco com camarão, e aínda te dou uma carona. — Ele concorda meio que forçado, levantamos e seguimos até onde minha moto está, abro o compartimento e entrego o capacetes para ele, subo na moto e dou uma acelerada para ele ouvir o ronco da minha belezura — Sobe aí — Ele faz o que falo e sobe na moto, dou partida e sinto as mãos dele segurar em minha cintura. — Preciso segurar firme, não estou acostumado com alta velocidade — Sussurra em meu ouvido, ele aperta minha cintura e eu sinto seu päu duro em minha b***a, meu corpo reagente imediatamente aquilo. — Sabe o que passou em minha cabeça Sam. — Balanço a cabeça em negativo — Como seria te comer em cima desse moto. — p**a que pariu minha calcinha está encharcada e com essas palavras eu me arrepio toda, Davi não se dar por satisfeito e desce uma de suas mãos que estava em minha cintura até minha bocetä acariciando por cima da minha calça — Você sabe que é nestes momentos que eu sinto raiva de calças, se você tivesse de saia poderia te fazer gozar em meus dedos e depois coloca - los em minha boca e sentir seu gosto maravilhoso. — Minha respiração está rapida, eu nem sei como estou pilotando pois ele não para de me acariciar e falar coisas que estão me deixando fervendo, agradeço mentalmente quando vejo a portaria do prédio, rapidamente Davi volta a sua postura comportada e assim eu passo tranquilamente pelos guardas, buzino em agradecimento e sigo para minha vaga, O safado desce da moto como se nada tivesse acontecido e segue na frente até o elevando apertando o botão, não demora para que as portas se abram, Davi aperta o andar e subimos no mais absoluto silêncio, ao chegar no meu andar saio da frente com ele logo atrás, coloco minha digital para abrir a porta e dou espaço para ele passar, assim que vejo o safado passar por mim fecho a porta e ele se vira em minha direção, nossos olhos se cruzam e posso ver que ansiamos pela mesma coisa. — Agora Doutor, você vai provar do seu próprio veneno. — Minha boca se curva em um sorriso ao ver a reação dele. — Estou doido pra ser envenenado comandante.
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