Dentro de casa o clima pesou. Não tinha mais rastro do riso leve que tomava conta durante o passeio. Luiz botou Pedro Henrique na cama com cuidado, ajeitou o travesseiro e fez um carinho leve no cabelinho do filho antes de sair do quarto. Sophia, toda suada de tanto brincar, foi pro banho, mas reclamou que queria deitar do jeito que tava mesmo, cheia de areia e pirulito na roupa. Na sala, Bia tava sentada no sofá, corpo mole, mas os olhos bem acordados, ligados em cada passo que Luiz dava. Ele andava pra lá e pra cá, parecendo uma fera presa. A raiva subia no peito dele igual vapor de panela de pressão. — Esses filha da p**a tão passando do limite, Bia. Tão vindo até minha porta. — ele murmurou, quase falando sozinho. Bia não respondeu de imediato. Só olhava. Sentia o medo, claro, m

