Capítulo 36 AURORA NARRANDO Eu respirei fundo e resolvi pensar melhor. Eu tava parada no quarto, encarando o celular na mão, pensando se realmente era certo o que eu queria fazer. Parte de mim gritava que eu deveria ignorar o Heitor, que ele não merecia mais a minha atenção depois de tudo. Mas outra parte – a parte que ainda tinha sentimentos por ele, que ainda se importava – não conseguia deixar pra lá. Sabia que se ele aparecesse na minha casa do jeito que tava, bêbado e descontrolado, a merdä ia ser grande. Meu pai, o Pesadelo, não ia pensar duas vezes antes de partir pra cima dele. E eu não tava afim de ver essa treta explodir. Soltei um suspiro pesado e me joguei na cama, olhando para o teto. Não era como se eu tivesse muitas opções. Ou eu ia até ele, ou ele ia fazer besteirä e

