Lily Thompson Folheava as páginas do livro pela décima vez sem nem registrar uma única palavra. Minha cabeça simplesmente não colaborava. As letras estavam ali, impressas, perfeitamente organizadas, mas tudo o que eu via eram os flashes do que tinha acontecido mais cedo. As vozes. Os gritos no refeitório. O olhar de choque do diretor. O tom afiado de Samantha me punindo como se... como se ela realmente fosse minha mãe. Revirei os olhos sozinha. Fechei o livro no colo, suspirando, abraçando-o contra o peito. — Que dia... — murmurei, jogando a cabeça contra a cabeceira da cama. E como se o universo tivesse ouvido, três batidas leves soaram na porta. — Pode entrar. — respondi, sem nem pensar muito. A porta se abriu devagar, e, por um segundo, meu corpo inteiro travou. Samuel. Ali, pa

