**SAMUEL POV** A água continuava jorrando da torneira, um som constante e irritante que preenchia a cozinha inteira. Eu estava parado ali, imóvel, olhando para minha mãe como se ela tivesse acabado de me dar um tiro no peito. As palavras dela ainda ecoavam na minha cabeça, brutais, absurdas, impossíveis de processar. Eu balancei a cabeça devagar, o corpo inteiro tremendo de raiva, de nojo, de incredulidade. — Não é possível — consegui dizer, a voz rouca, quase um rosnado. — Você tá mentindo. Tem que estar mentindo. Samantha me encarou, os olhos cheios de lágrimas que ela não deixava cair. Ela parecia menor ali, de pé na cozinha bagunçada da festa de ontem, mas ainda assim carregava aquela postura de quem sempre controlava tudo. — Foi por isso que eu implorei pra você não se envolver c

