O silêncio da biblioteca era denso, quase sufocante. Lara folheava as cartas antigas que encontrara no envelope do capítulo anterior, cada palavra escrita à mão revelando fragmentos de uma história escondida. A luz do abajur era a única que iluminava seu rosto marcado pela tensão e curiosidade. As cartas eram da mãe de Lara que m*l conhecia, dirigidas a uma pessoa com as iniciais “M.F.”. Elas falavam de amor proibido, medo e promessas não cumpridas. Um retrato íntimo da vida de uma mulher presa entre um passado doloroso e o peso do nome Ferraz. A cada carta, Lara sentia mais forte a ligação invisível com uma família que tentou negá-la, apagar sua existência. Um misto de raiva e tristeza queimava dentro dela. Naquele momento, Inácio entrou na biblioteca silenciosamente, observando Lara c

