Beijo

500 Palavras
 Chego em frente à casa mancando e me arrastando, a tontura se torna mais forte e tudo não demora para que tudo se torne escuro, rosto ao perceber que já não consigo me mexer, eu posso escutar e sentir tudo, principalmente a dor, minhas feridas não estão curando. Escuto a porta se abrir e o cheiro de james me tranquiliza, ouço xingar antes de sentir suas mãos em meu corpo erguendo-me. ... Levanto com dor de cabeça e me marcho para a cozinha, começou a procurar comida desesperadamente, nunca havia sentido tanta fome em toda minha p**a vida. Tudo que estava na geladeira - cru ou não - em poucos segundos se encontra dentro de minha barriga, meu cérebro demora para trabalhar corretamente e entender o que aconteceu, minha cabeça não para de latejar assim como a ferida ainda existente em meu corpo, ouço a campainha tocar enquanto estou comendo um pedaço de fígado como se fosse a coisa mais gostosa que já coloquei em minha boca.   — Vejo que está melhor. — James comenta e só então percebo que ele está na cozinha, apoiado na parede enquanto me observa. — O que aconteceu Azure?.—  Observo conforme ele se aproxima, seu cheiro é algo que faz minha fome diminuir mesmo que seja pouco.  —Você cheira bom.— Murmurou sem tirar meus olhos dele enquanto enchia minha boca de carne. —Não estou usando perfume.— Murmura puxando uma cadeira para se sentar ao meu lado. Sinto seu olhar queimar minha pele. —O que aconteceu azure? diga-me, sei que posso ajudar. —Apenas… está tudo bem, existem pessoas que caçam pessoas como eu, e eu acabei esbarrando na noite passada. — Murmuro encolhendo-me na minha cadeira. — Caçadores?— Pergunta ficando tenso. —Tá tudo bem, consegui me livrar deles apenas é melhor não sair de casa por um tempo.— Ouço ofegar porém agora meus olhos estão colados no prato à minha frente. — Como você pode falar essa m***a! — Rosna puxando-me para cima e obrigando-me a olhar em seus olhos.— Te encontrei na minha porta sangrando quase ate a morte p***a!— Xinga apertando meus braços — Está tudo bem. — Murmuro, odiava quando alguém demonstrava preocupação por mim, nunca sabia exatamente o que deveria fazer. —Não me diga que está tudo bem— Pede e eu quase acabei rindo de sua fala clichê, porem simplesmente mordo meu lábio tentando evitar rir dele, isso provavelmente só o irritaria, levanto uma de minhas mãos e a descanso em seu peitoral tentando acalmar ele. —James, é se-. — Antes que minha frase termine meus lábios são tomados por ele, em um beijo duro e enraivecido quando sua língua avança contra a minha deixando-me puramente surpresa, agarro-me em seu ombro o ajudando a intensificar pouco antes de perceber o que estava fazendo e empurrá lo com facilidade, mesmo que não estivesse usando minha força toda. —Não me diga, p***a, eu posso te ajudar.
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