Capítulo 93 GUEPARDO NARRANDO Eu tava com a cabeça a milhão. Raiva borbulhando no peito, mas dessa vez eu não ia dar o gostinho pra ela de me ver explodir. Já tinha feito besteirä demais por causa dessa mulher. Não ia cair no jogo dela aqui, no meio do baile, com todo mundo olhando, esperando um vacilo meu. Por isso eu virei as costas e fui trocar ideia com o Pardal quando ele chamou. Ele andou para o outro lado e agora tava encostado perto da contenção, o corpo ainda meio duro por causa do ferimento, mas o olhar atento, ligado em tudo. Quando me aproximei, ele me olhou sério, daquele jeito que já me avisava que vinha coisa. — Tu vai manter ela presa aqui? — ele perguntou direto, sem rodeio. Olhei pra ele devagar. — Presa? — repeti, com desprezo. — Pardal, ela não tá presa. Ela é m

