Capítulo 95

942 Palavras

Capítulo 95 NALANDA NARRANDO Desde o primeiro minuto que eu sentei nesse camarote, eu soube que tinha alguma coisa errada. Não era só o barulho. Nem a música alta demais. Nem o monte de gente armada andando pra lá e pra cá como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Era o clima. Um peso no ar, uma tensão invisível que grudava na pele. Eu fiquei observando. Sempre observei mais do que falei. A Analu me chamou atenção desde o início. Não do jeito que as pessoas costumam chamar atenção no baile. Não pela roupa, nem pelo jeito de dançar. Mas pelo olhar. Ela não estava aqui porque queria. Isso era gritante. O corpo dela podia até se mover, mas o olhar denunciava tudo: raiva, medo, desafio… e uma tristeza funda que eu conhecia bem demais. Eu reconhecia esse olhar. Era o mesmo olhar

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