Capítulo 91 GUEPARDO NARRANDO O som do baile subia pesado da quadra, vibrando no concreto, fazendo o chão tremer como se o morro inteiro estivesse pulsando no mesmo ritmo. Luzes cortavam a fumaça, gente gritava, copo erguido, arma pendurada, sorriso fácil demais pra quem vive no fio da navalha. Mas eu não tava aqui pra curtir. Subi pro camarote com a Analu do meu lado, a mão dela solta da minha, mas o corpo tenso, duro, como se estivesse entrando num território inimigö. Bastou botar o pé aqui em cima pra eu sentir que tinha coisa errada. E não demorou nem dois segundos pra eu ver. A ruiva. A porrä da ruiva. Geiza. Meu maxilar travou na hora. — Não acredito… — murmurei pra mim mesmo, sentindo o sangue subir quente no pescoço. Ela tava aqui, à vontade demais pro meu gosto. Bebendo

