Capítulo sessenta e dois - Infiltrado

1239 Palavras

CORINGA Quando entrei em casa, senti o peso do silêncio me engolir. Aquilo estava errado. A casa sempre tinha algum som — os passos leves da Helena, o som da televisão ligada no volume baixo, até mesmo o barulho suave dela mexendo na cozinha. Mas agora... nada. — Helena? — chamei, andando pelo corredor. Nenhuma resposta. Meu coração começou a acelerar. Passei pelos cômodos um a um. Tudo no lugar, exceto uma coisa: ela não estava ali. E não havia sinal de briga, nenhum barulho, nada revirado. Mas o cheiro do perfume dela ainda pairava no ar, fraco, recente. Ela tinha estado ali há pouco tempo. Corri até o cofre — nosso ponto seguro, onde ela sempre ficava quando eu dizia pra se proteger. Estava trancado por fora. Isso me gelou. Com um estalo, abri a porta. Vazio. O cofre tava vazio.

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