CORINGA Fechei a porta atrás de mim com força. Tava de saco cheio, mente perturbada pra c*****o. Tirei o fuzil das costas e larguei no balcão. O calor tava insuportável, então arranquei a camisa e joguei por cima do ombro. Fui direto pras panelas ver se tinha algo pra comer. Tava morto de fome, não tinha comido nada o dia inteiro. Quando abri, tinha arroz, feijão e carne — tudo pronto. Peguei um prato no armário, me servi sem nem esquentar. Comi tudo rápido. Lavei o prato e deixei no escorredor. Fazia tempo que eu não comia uma comida tão boa. Papo reto. Não comia assim desde a morte... dela. Balancei a cabeça tentando afastar as lembranças. Sempre vinham quando eu tentava dormir. Subi as escadas, passei pelo corredor indo pro meu quarto, e vi a p***a da porta dela aberta. Na hora já

