Capítulo 5 - Noite Atribulada

1365 Palavras
A equipe do programa de Elizabeth foi selecionada para fazer a cobertura da festa de Filipa. Rodrigo bem que tentou rejeitar o convite de seu melhor amigo, mas não o queria decepcionar e foi dizendo que seria apenas por 3 horas e não mais do que isso. Era uma festa de Gala para convidados específicos, e ele estava muito elegante no seu terno. Nem mesmo a sua mãe o poderia convenver a usar gravata.Rodrigo não gostava delas e usou o terno apenas para estar de acordo à ocasião. David o esperava na porta quando ele desceu do seu carro e entregou a chave ao manobrista. - Irmão! Achei que não vinhas mais. - Estou aqui agora. Mas será por pouco tempo. - A sério? Quando vires a Elisabeth com certeza vais mudar de ideia. - Já chega David. Nós nem somos amigos. - Ainda assim ela te deve um favor. E eu preciso que estejas bem com ela. - Por causa da Linda? - Sim. Ela realmente mexeu comigo. Vamos entrar e falar disso mais tarde. Quando o fizeram, Elisabeth estava a passar algumas orientações ao seu fotógrafo. Estava linda e o seu vestido realçou ainda mais o verde de seus olhos que eram muito impressionantes.  - Boa noite Elisabeth. Ao ouvir a voz dele, Beth quase caiu mas manteve- se firme e olhou para ele sorrindo. - Boa noite Rodrigo. Como você está? - Muito bem. Mas vim para trabalhar. - Eu percebi. Eu vim apenas dar um beijo na Filipa. Ela é minha madrinha e muito amiga da minha mãe. - Agora entendo melhor a tua ligação com o David. - Somos amigos desde os 12 anos. Ainda estavam a conversar quando Carolina aproximou - se deles. - Meu filho. - Mamãe! Seja Bem - Vinda. - Obrigada querido. Porque não tens ido nos visitar? - Sinto muito mamãe. Deixa - me apresentar para a senhora a Elizabeth Fermandes. - Muito Prazer Senhora Duarte. - Igualmente querida. Bem! Eu vou falar com a Filipa e voltar para casa. Deixei o teu pai sozinho. - Porque ele não veio? - Porque estava com dor de cabeça. Por favor vai vistar - nos está bem? E leve a Elisabeth com você. - Está bem mamãe. - Até mais Elisabeth. Foi um prazer. - Igualmente Senhora. Até mais. Quando ficaram sozinhos, Elisabeth olhou para ele muito séria. - O que foi? - Porque não visitas os teus pais? - Não se trata disso. Mas quando o faço tratam - me que nem um menino. Não gosto disso. Foram novamente interrompidos, mas desta vez por Alícia. - Rodrigo! Que surpresa te ver aqui. - Não sei porque. Sabes que a Filipa é minha madrinha. - Tens razão. Ainda assim é bom ver você. Como está a Maxie? - Muito bem. E a tua mãe? - Está óptima. - Que bom....- Rodrigo virou - se para Beth e disse: - Senhorita Elisabeth por favor marque com a minha assistente uma hora e darei a entrevista. - Muito Obrigada. Licença. Ela afastou - se e Rodrigo fez o mesmo deixando Alícia sozinha e aborrecida. Ele não a enxergava como mulher e Alícia sabia muito bem disso. Mas ela também percebeu que apesar da formalidade, o olhar que Rodrigo dirigia para Elisabeth era diferente. Carolina também não gostava de Alícia, e por duas vezes lhe disse que nunca a aceitaria como sua nora. Alícia aproximou - se de Beth que estava a trabalhar. - Senhorita Fernandes. Podemos conversar? - Claro que sim Senhorita Alícia. Como posso ajudar? - Pode começar por me dizer qual é o seu interesse no Rodrigo. Porque fará uma nova entrevista com ele? - Acho que a senhorita está a ser inconveniente demais. Eu sou uma profissional. A forma como faço o meu trabalho não lhe diz respeito. - Pode ser. Mas saiba de uma coisa: Eu amo o Rodrigo e ninguém o vai roubar de mim. - Ele é seu por acaso? Que eu saiba ele é tão solteiro quanto a palavra presente no dicionário. Agora por favor me deixe trabalhar. Alícia foi embora e deixou Beth incomodada com as suas palavras. Dava para notar que Alícia era uma mulher perigosa, mas Elisabeth não a temia. Aliás, a ameaça de Alícia só a deixou mais determinada a aproximar - se de Rodrigo, e sabia muito bem por onde devia começar. Ela foi ter com Carolina que já estava de saída. - Senhora Duarte? Pode me dar um minuto? - Claro que sim querida. - Obrigada. Eu gostaria muito de fazer um documentário sobre o trabalho do seu filho. A senhora aceitaria fazer uma entrevista comigo sobre isso? - Claro que sim. Ligue para mim e marcaremos uma data. - Muito Obrigada Senhora. - Me chame só de Carolina está bem? - Certo. Obrigada Carolina. Até breve. - Até breve querida. Boa noite. - Você é mesmo rápida...- Alícia estava novamente atrás de Elisabeth. - Senhorita Alícia. Caso não tenha percebido essa festa não é sua. Eu também sei que a Senhora Gordon não é da sua família. Estou aquo para fazer o meu trabalho porque sou a melhor, caso contrário não teria sido solicitada pessoalmente pelo Senhor David Gordon. Se está assim tão incomodada com o meu trabalho pode ir embora. Aliás, eu já dei ordens ao meu pessoal para que você não apareça em nenhuma foto. Tenha uma boa noite. Elisabeth afastou- se satisfeita. Não se deixaria intimidar pelas palavras de Alícia. Ela se achava importante demais,mas Elisabeth não era do tipo que baixava a cabeça. Se Alícia a provocasse, estaria preparada para se defender. Por mais rica e influente que Alícia fosse, Elisabeth mostraria a ela que era forte e inteligente o suficiente para conseguir se defender sem recorrer a ninguém. Apesar de uma parte dela ter sido meio atribulada, o resto da noite foi um verdadeiro sucesso. Elisabeth fez uma entrevista exclusiva com Filipa e garantiu a ela a capa e mais 3 páginas já na edição do dia seguinte da sua revista. Quando Filipa soube que Linda e Elisabeth eram irmãs, gostou ainda mais das duas, e prometeu a Elisabeth presença no seu programa de TV. Eram quase uma da manhã quando finalmente Linda conseguiu sentar novamente. - Nossa Beth. Estou morta. Só desejo um banho e cair na cama. - Sei como te sentes irmã. Mas esta noite foi um verdadeiro sucesso. Parabéns. - Obrigada. A Filipa também gostou muito. Eu fui a primeira a ganhar um exemplar autografado. - Que bom. E o da mamãe onde está? - Será entregue a ele às 8 horas. Já cuidei disso. - Queres ir dormir lá em casa? Amanhã estarás melhor. - Quero sim. Aliás, já me antecipei e enviei mensagem à mamãe dizendo que iria com você. - Óptimo. Vamos nos despedir do David para irmos embora. David falava com os seguranças quando elas se aproximaram. - David! Nós já vamos. Muito Obrigada por tudo. - Eu é que agradeço às duas. Especialmente à você Linda. Muito Obrigado mesmo. - Ora não foi nada. Eu adoro a Filipa e foi um prazer ajudar. - Bem! Vou acompanhar vocês até ao carro. Também preciso de descansar. Quando elas foram embora, David também seguiu para casa. Quando chegou, percebeu pelo silêncio que os seus pais já descansavam. O resto da semana seria para Filipa descansar e fazer compras. Ele lembrou da viagem de Linda e sentiu um aperto no coração. Será que suportaria ficar 6 meses sem olhar para ela ou ouvir a sua linda e doce voz? David foi dormir com uma ideia formada, mas antes da sua última decisão precisaria da ajuda de Rodrigo. Só não tinha a certeza se o amigo iria concordar com o seu plano. Ainda assim, não sendo um homem de fácil desistência, David não estava disposto a mudar de ideia sobre a sua decisão. Linda já tinha demonstrado ser uma mulher inteligente e determinada. Mas também era meiga e ele teria que agir com calma para obter a sua total confiança. Não a pressionaria, mas deixaria bem óbvias as suas intenções, e para isso estava até disposta a falar com Elisabeth para obter uma permissão.
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