Alana estava sentada sob a sombra de uma árvore antiga no jardim da fazenda, com as mãos pousadas sobre a barriga. Sentia os pequenos chutes do bebê, como se a criança percebesse a tempestade que se formava ao redor. Dante surgiu, alto, imponente e frio como o inverno que se aproximava. Os olhos que um dia a olharam com ternura agora estavam cobertos por uma camada de gelo. Ele parou diante dela, sem sequer disfarçar o desprezo. — É meu? — a voz saiu cortante, sem rodeios. O mundo de Alana parou por um segundo. Ela queria dizer sim. Queria gritar a verdade, mas o medo da promessa de Augusto — o medo de perder aquele pequeno ser que crescia dentro dela — pesou mais do que o desejo de redenção. Ela abaixou o olhar. Engoliu o choro. Protegeu o filho. — Não. O filho é de seu pai. Dante d

