Capítulo 23 – O Burburinho da Marca

1172 Palavras

O sol ainda nem havia nascido quando os primeiros rumores começaram a se espalhar pela fazenda como um incêndio descontrolado. Sussurros, olhares evitados, passos apressados. Algo tinha acontecido. Algo horrível. — Dizem que ele marcou a menina... com ferro quente... — cochichou uma das cozinheiras para a lavadeira, as mãos tremendo sobre o balde de água. — Como um gado. — a outra respondeu, horrorizada. — Que tipo de homem faz isso? Mas todos sabiam a resposta. Augusto Fontes. A cada canto da casa-grande, nos corredores do galpão, nas plantações e até nos currais, o nome dele era pronunciado com medo. Não era mais apenas o patrão. Era o monstro. Um monstro que andava de botas pesadas, cuspia ordens e agora… marcava gente. Ninguém tinha coragem de perguntar. Ninguém ousava olha

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