A tarde estava silenciosa, com a luz do sol filtrando suavemente pela janela do quarto onde Alana estava sentada, absorvendo tudo o que Rosália havia acabado de lhe revelar. A verdade pesava no ar, como uma nuvem escura prestes a se desabar. Ela não conseguia entender completamente as palavras que acabavam de sair da boca de Rosália, mas elas ecoavam em sua mente, incansáveis, repetindo-se sem parar. Rosália, com os olhos marejados, parecia mais velha, desgastada. A mulher que sempre foi uma figura silenciosa e submissa à dor, agora mostrava um lado vulnerável, despido de todas as máscaras que usava para se proteger. — Eu e sua mãe... nós duas, tivemos o parto no mesmo dia — começou Rosália, a voz falha. — Ela estava com Seu Augusto, e naquele dia... ela surtou. A bebê deles, a sua irmã,

