A manhã estava estranhamente silenciosa na fazenda, como se a própria terra soubesse que algo sombrio se aproximava. O vento suave passava pelas árvores, mas dentro da casa, o clima estava pesado, como se o ar estivesse tenso, esperando por algo. Alana caminhava lentamente pela casa, tentando se acostumar com a calma que agora a cercava. Desde a internação de Seu Augusto, a rotina parecia ter voltado ao normal, mas algo estava fora de lugar, algo que ela ainda não conseguia identificar. Foi quando o telefone tocou, interrompendo seus pensamentos. A voz do outro lado da linha era baixa, mas cheia de veneno, uma que ela reconheceria a vida toda. "Alana, você não me esqueceu, não é?" A voz do homem que ela tentava enterrar em seu passado a fez tremer. "Eu sei onde você está." Era o padrast

