A dor que envolvia Alana e Dante parecia ser algo palpável, algo que os consumia por dentro. Ambos estavam quebrados, cada um de uma maneira diferente, mas unidos por um luto que não tinham como escapar. A perda do bebê, que havia sido o símbolo de uma esperança perdida, os unia em uma dor indescritível, mas também em um vínculo que, de algum modo, os fortalecia. Naquela manhã, o silêncio entre eles era denso, mais pesado do que nunca. Dante estava ao lado de Alana, olhando para ela com os olhos cheios de dor. Era como se ele estivesse se afogando naquela dor, tentando encontrar alguma saída, alguma maneira de fazer com que ela soubesse o quanto ele a sentia. Alana não conseguia falar. As palavras, aquelas que sempre se mostraram como uma válvula de escape para os seus sentimentos, parec

