Marta não sabia o que era pior: o silêncio de Alana ou a lembrança da troca de olhares no riacho. Desde que a vira sair de madrugada, seus ciúmes se transformaram em fúria. Ela não suportava ser invisível. E naquele instante, decidiu que faria Seu Augusto enxergar aquilo que ela tanto queria mostrar. Naquela tarde abafada, Marta entrou no escritório da fazenda sem bater. Encontrou o patrão olhando documentos com um copo de conhaque ao lado. — Preciso falar com o senhor — disse, tentando conter a excitação no tom. Ele ergueu os olhos, cansados, e gesticulou para que ela falasse. — A menina... Alana. — Ela cruzou os braços. — Vi ela com seu filho. No riacho. Se beijando. Se abraçando como... como amantes. Por um segundo, o tempo parou. Seu Augusto ficou imóvel. Depois, colocou o cop

