A manhã amanheceu tranquila, como uma promessa de um começo. O sol ainda estava baixo no horizonte, espalhando seus primeiros raios pela fazenda. A brisa fazia as folhas das oliveiras dançarem ao ritmo de uma melodia silenciosa, que se misturava com o canto dos pássaros e o som da vida que começava a se renovar ao redor. Alana caminhava pelo jardim, agora com um leve sorriso no rosto, tocando as flores que acabara de plantar, sentindo o cheiro da terra fresca, o cheiro do novo. O peso dos dias passados, das dores antigas e das cicatrizes de uma vida difícil, parecia mais leve, como se o próprio ambiente ao seu redor estivesse conspirando para trazer-lhe a paz que ela sempre buscou. Dante a observava de longe, com os olhos brilhando de orgulho. Ele havia visto a transformação nela, visto

