O silêncio na sala após o anúncio do positivo era ensurdecedor, apesar dos gritos de Bia e Lisa. Eu sentia como se o chão tivesse desaparecido. Ser mãe aos 18 anos, sendo filha do dono de um império e namorada do homem mais temido do Rio de Janeiro, não era exatamente o "conto de fadas" que eu imaginei quando saí da minha bolha de luxo na Barra da Tijuca. Bia me apertava em um abraço sufocante. "Vou ser tia, Liz! Meu Deus, o Terror vai amansar agora!", ela exclamava entre risos. Olhei para o lado e vi (Menor) dando um soco amigável no ombro de Guilherme. O "Terror", o homem que fazia o asfalto tremer, estava com um sorriso que eu nunca tinha visto. Era um sorriso que não carregava malícia, nem autoridade; era puro. — Aí, Menor, o herdeiro tá vindo, p***a! — Guilherme gritou, puxando um

