CAPITULO 1

694 Palavras
ANA LIZ 💕 Acordo com o meu alarme — também chamado de "mãe" — aos berros lá embaixo para eu acordar. — JÁ ESCUTEI, CHATAAAA! — grito do quarto. — EU TAMBÉM TE AMO, LIZ! — ela grita de volta. Levanto e vou fazer minha higiene matinal para ir à escola. Graças a Deus, hoje é a festa de encerramento e o dia de pegar o resultado das avaliações. Hoje é meu último dia pisando em uma escola como aluna, com fé em Deus! Acabei aquele inferno, agora vem outro chamado faculdade... aff. Terminei de me arrumar. Já pensei tanto que me perdi nos meus próprios pensamentos. Cheguei à porta do colégio; minha mãe me deu uma carona hoje porque ela vai para o escritório. — Liz, achei que você não viria mesmo! — Bia diz e me abraça. — Essa era a minha maior vontade — falo rindo. — Já vou adiantando: eu e você passamos direto! — Ela dá um pulinho. — Ainda bem, não aguentava mais esse inferno — reviro os olhos. — Nem eu. Hoje tem baile, a estreia de dezembro no morro do meu irmão. Vamos comemorar! — Ela me encara. — Não sei não, Bia. Você sabe que minha mãe não gosta da ideia, não quero brigar. — Por favorzinho, Liz! Você sempre corre quando é para ir. Estou achando que é você que não quer, não a sua mãe — diz ela, cruzando os os braços. — De verdade, amiga? Não quero mesmo. Minha vibe é outra e você sabe muito bem — falo de forma simples. — E você sabe o que eu sempre falo: não é nada do que dizem. Já te garanti que você vai gostar, deixa de ser preconceituosa. — Eu a encaro. — Eu não sou preconceituosa, apenas não é a minha vibe. Você sabe que sou mais de um restaurante, um boteco, um quiosque... Da vez que você inventou, eu me arrependo até hoje. Me colocou em uma furada das grandes! — Rio ao lembrar. — Eu não sabia que ia dar naquilo! Quando eu ia, era legal — fala rindo. — Foi sim, muito legal... — debocho. — Por favor, garanto que você vai gostar. Se não gostar, eu te pago um açaí. — Eu a encaro e ela continua: — Ué, pelo menos o açaí vai servir de consolo. — n**o rindo. — Se você não estivesse na minha frente, eu ia dizer que você não existe! — falo rindo. — Por favoooor, Liz! — Ela faz cara de cachorro abandonado. Aí já era, né? — Tá, tá, tá, Bia! Eu vou. Mas se eu não gostar, nunca mais vou na sua onda. — Ela dá vários pulinhos parecendo uma criança, o que me faz rir. O resto da manhã foi até legalzinha. Eu e a Bia fizemos o maior fuzuê na escola. Agora são 20h e eu estou quase pronta. A Bia disse que o irmão dela vem me buscar porque é mais rápido ele vir de moto do que eu ir de carro. Eu disse para a minha mãe que ia a uma festa e ela nem ligou... agora deixa ela sonhar que é no morro, aí a coisa fica feia, kkkkkkkk. Terminei de me arrumar e não demorou muito para a Bia ligar dizendo para eu sair na porta do condomínio, que o menino que ia me pegar já estava lá. E eu estou como? Nervosa, gente! Eu nem sei quem é, kkkkkkkk. Não me deixem sozinha nessa, vocês também são assim? Quando vão fazer algo novo pela primeira vez, ficam nervosas? Digam que sim, vai! kkkkk. Avisto uma moto e um homem de uns 23 anos? Lindo! Ele está mexendo no celular, olha para o lado, me vê e vem até mim. — Você é a amiga da Bia? — Me encara de cima a baixo. — Sim. Você deve ser o irmão dela, né? — Ele concorda. — Sobe aí. — Ele me entrega o capacete e eu obedeço. Gente, que homem é esse??? Acredito que ele foi desenhado pelo próprio Satanás, porque Deus não ia cometer esse pecado ou crime, sei lá! kkkkkkk.
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